Opiniões. Nem sempre as mais adequadas, corretas ou sensatas, mas sem intenção de causar dano a ninguém.
sábado, 19 de novembro de 2011
1, 2, 3, 4...
"Dois são mais do que suficientes, se assim não fosse seriam três ou quatro, com as devidas particularidades. Mas, apenas dois são eternamente necessários." (Bruno Costa)
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
11do11de11
Na semana passada, muitos posts correram a Internet sobre a coincidência numérica da data 11/11/11. Gostaria, mesmo que já decorridos, deixar também alguma coisa registrada no blog. Também uma foto, tirada do painel do carro ...
Vendo essa coincidência de data, e percebendo que tantas já se foram e outras mais, se Deus quiser virão, só posso dizer: "O doce perguntou pro doce, qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce... O doce respondeu pro doce que o doce mais doce que o doce de batata-doce é o doce de batata-doce". (nonsense).
Vendo essa coincidência de data, e percebendo que tantas já se foram e outras mais, se Deus quiser virão, só posso dizer: "O doce perguntou pro doce, qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce... O doce respondeu pro doce que o doce mais doce que o doce de batata-doce é o doce de batata-doce". (nonsense).
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Às vezes o silêncio é a melhor resposta ...
... mas nem sempre se coaduna com o meu estilo. Portanto, deixo registrado meu pensamento neste momento.
Quando, na semana passada, recebi a avaliação sobre um trabalho proposto pela disciplina de Português Jurídico, cheguei a hesitar em publicá-lo no meu blog. Isso porque o conteúdo, ainda, consegue gerar polêmicas. Porém, como tenho publicado todos os textos, resolvi que este não poderia ficar de fora, até porque se ficasse, estaria tratando o próprio texto com desdém.
Diga-se de passagem que o referido texto era para ser escrito por duas pessoas, e assim, apresentado por essas mesmas pessoas. Como disse anteriormente, o assunto é polêmico, e já no nascedouro tive problemas com ele. O colega, selecionado pela professora para compor a dupla, na última hora não apareceu, assim tive que apresentar o texto sozinho.
De certa forma achei justo apresentar sozinho, pois o colega sequer ajudou a compor o texto. Pense num texto que deu trabalho em escrever. Foi necessária uma pesquisa, que se deu principalmente através da internet, e nem tudo que ali está escrito foi fundamentado de acordo com a própria convicção.
Texto difícil, inda mais para um acadêmico de direito, que aspira ser sobretudo um defensor da justiça, esta que está em patamar superior ao daquele, sendo o direito apenas um instrumento para que a justiça consiga cumprir seu papel.
Mas, voltando ao texto e à minha inquietação. Tendo publicado o texto, com um misto de coragem e medo de algum comentário que pudesse vir, pensei que quem lesse pudesse apreciá-lo apenas como um trabalho acadêmico, que foi.
Surpreendi-me, portanto, com algum comentário recebido, pessoalmente, e não através do canal por onde foi publicado, no post no blog. Confesso que se recebesse o comentário por aqui, me deixaria menos irritado. O que fazer? Dei a cara a tapa, mesmo me cercando de cuidados para não me enveredar por caminhos desconhecidos e que puderiam gerar uma polêmica particular.
Falo do post Discurso sobre a homofobia.
Agradeço a quem leu... agradeço a quem se absteve de comentar... agradeço, também, a quem comentou...
Retomando o título desse post, verifico que o silêncio não é a melhor resposta. Talvez, melhor fosse que eu tivesse levantado minha voz no exato momento em que a prezada docente da disciplina de Português Jurídico impôs o tema... por outro lado, pensando melhor, o silêncio foi salutar, pois teria como objeto de esuto assuntos mais do que batidos, como homicídio, tráfico de drogas, estupro... caminhos que, graças a Deus, também são desconhecidos a mim.
Quando, na semana passada, recebi a avaliação sobre um trabalho proposto pela disciplina de Português Jurídico, cheguei a hesitar em publicá-lo no meu blog. Isso porque o conteúdo, ainda, consegue gerar polêmicas. Porém, como tenho publicado todos os textos, resolvi que este não poderia ficar de fora, até porque se ficasse, estaria tratando o próprio texto com desdém.
Diga-se de passagem que o referido texto era para ser escrito por duas pessoas, e assim, apresentado por essas mesmas pessoas. Como disse anteriormente, o assunto é polêmico, e já no nascedouro tive problemas com ele. O colega, selecionado pela professora para compor a dupla, na última hora não apareceu, assim tive que apresentar o texto sozinho.
De certa forma achei justo apresentar sozinho, pois o colega sequer ajudou a compor o texto. Pense num texto que deu trabalho em escrever. Foi necessária uma pesquisa, que se deu principalmente através da internet, e nem tudo que ali está escrito foi fundamentado de acordo com a própria convicção.
Texto difícil, inda mais para um acadêmico de direito, que aspira ser sobretudo um defensor da justiça, esta que está em patamar superior ao daquele, sendo o direito apenas um instrumento para que a justiça consiga cumprir seu papel.
Mas, voltando ao texto e à minha inquietação. Tendo publicado o texto, com um misto de coragem e medo de algum comentário que pudesse vir, pensei que quem lesse pudesse apreciá-lo apenas como um trabalho acadêmico, que foi.
Surpreendi-me, portanto, com algum comentário recebido, pessoalmente, e não através do canal por onde foi publicado, no post no blog. Confesso que se recebesse o comentário por aqui, me deixaria menos irritado. O que fazer? Dei a cara a tapa, mesmo me cercando de cuidados para não me enveredar por caminhos desconhecidos e que puderiam gerar uma polêmica particular.
Falo do post Discurso sobre a homofobia.
Agradeço a quem leu... agradeço a quem se absteve de comentar... agradeço, também, a quem comentou...
Retomando o título desse post, verifico que o silêncio não é a melhor resposta. Talvez, melhor fosse que eu tivesse levantado minha voz no exato momento em que a prezada docente da disciplina de Português Jurídico impôs o tema... por outro lado, pensando melhor, o silêncio foi salutar, pois teria como objeto de esuto assuntos mais do que batidos, como homicídio, tráfico de drogas, estupro... caminhos que, graças a Deus, também são desconhecidos a mim.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Cartas ao país dos sonhos.
Exercício proposto pela disciplina de Direito Constitucional, após exibição do vídeo "Cartas ao país dos sonhos". Adorei escrevê-lo.É muito interessante ver um texto nascer, tomar forma e crescer.
Como instituir uma nova ordem nacional, rompendo com o
passado, e preparar o país do futuro? Como é possível criar uma nova
Constituição, depois de longos anos de ditadura militar, sem tratar cada pessoa
como verdadeira célula do corpo deste gigante chamado Brasil?
Provavelmente não foram, ipsis litteris, essas as perguntas que pairaram nas mentes dos
membros da Assembleia Constituinte de 1987. Porém, a brilhante posição adotada
por aqueles homens e mulheres, que tiveram nas mãos a responsabilidade de criar
a Nova Lei Maior, nos leva a crer que o sentimento à época pode, perfeitamente,
ser traduzido por tais indagações.
Um país que acabava de sair de um longo período de
repressão aos direitos mais fundamentais de expressão, sem democracia, onde quem
expressava ser contra o regime era brutalmente vilipendiado, necessitava
urgentemente se recompor e fechar as cicatrizes de tantas atrocidades. Nesse
cenário e ainda embalada pelo movimento Diretas
Já, foi instituída a Assembleia Nacional Constituinte, que assim,
conclamava todo o povo brasileiro a participar desse fato inédito da História
Brasileira.
Conclamar a população, por si só, seria inócuo se não
fossem criados canais de comunicação que permitissem a efetiva participação
popular. Surgia, então, a “Carta ao País
dos Sonhos”, que consistia em formulários colocados à disposição nas
agências dos Correios, dando oportunidade a quem não tinha condições de se
juntar às inúmeras comitivas com destino à Brasília, para também expressar suas
ideias, sugestões e, assim, seus sonhos.
De todos os cantos do país foram chegando à Brasília, as
sugestões que embasaram a nossa Constituição atual nas áreas de saúde, reforma
agrária, combate à corrupção, direito da mulher, do indígena, educação, além
de, primordialmente, exigir que se fizesse garantir todos direitos usurpados
pelo já mencionado período ditatorial.
Cada carta trazia não somente sugestões, mas
principalmente o sonho de se criar um país melhor, mais digno e democrático
para si e também para as gerações futuras. Hoje, quase 30 anos depois, aqueles
remetentes podem observar o fato sob duas óticas: a inicial, que definiria o
país idealizado; e a outra, a diferença consistente entre estes e aqueles dias,
as conquistas e tudo o há de se conquistar para alcançarmos, de fato, uma “Constituição
Cidadã”, e para que o Brasil possa cumprir o seu destino: “Ser o país do
futuro!”.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Discurso sobre a homofobia
Trabalho proposto pela disciplina de Português Jurídico, após aula ministrada sobre Oratória. Fomos divididos em duplas e indicados os diversos temas às duplas. Texto de minha autoria, para ser lido, em discurso, pela dupla. Pena que o outro colega faltou...
Diz o Princípio
da Isonomia: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
natureza (...)”.
O Princípio
da Dignidade da Pessoa Humana se fundamenta na seguinte ideia: “A pessoa humana
é um fim em si mesmo, não podendo ser instrumentalizada ou descartada em função
das características que lhe conferem individualidade e imprimem sua dinâmica
pessoal”.
Como
homens, até podemos ter diferentes ideias sobre heterossexuais, homossexuais,
bissexuais, transexuais ou pansexuais; sobre o gênero feminino ou masculino;
sobre negros e brancos, amarelos ou vermelhos; porém, como acadêmicos de
Direito e futuros defensores da liberdade, da igualdade e principalmente da
justiça, não podemos coadunar com qualquer tipo de discriminação, inclua-se aí
a homofobia.
A
homofobia é caracterizada pelo medo e desprezo que alguns indivíduos sentem pelos
homossexuais. É termo usado para descrever uma repulsa face às relações
afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Mas, qual a origem desse medo?
O medo vem do preconceito de não se conhecer a realidade daquele que está
inserido nesse contexto, ou ainda, no sentido mais profundo da palavra, decorre
também, do medo de se tornar homossexual.
Qualquer
um tem direito de ter medo, além de não querer conhecer da realidade do outro,
mas discriminar o outro por sua condição homossexual configura a homofobia, é o
próprio ato homofóbico. Você tem medo do quê?
São
definidos como atos homofóbicos: a injúria, a difamação, gestos e mímicas
obscenas, antipatia, ironia, sarcasmo, insinuações e qualquer outra forma de se
criticar e banalizar o homossexual; o que fere os princípios acima elencados. A
prática de tais atos é tão desprezível que uma pessoa sozinha não tem coragem
de executá-los, mesmo que a vítima esteja também desacompanhada, ou seja,
precisa de um amparo, alguém com quem se possa dividir a culpa, fazer parte do
grupo.
A homofobia
poderia ser aceitável há vinte, trinta ou quarenta anos, quando sequer o termo
ainda existia, período esse dominado pelo machismo na sociedade. Sabe-se que o
machismo é a ideologia que defende a supremacia do homem, a atitude de
dominação do homem em relação à mulher, não aceitando a igualdade de direitos.
Tomamos
aqui, a ousadia, de estender a idéia de machismo, também, à dominação em
relação a outros homens, seres humanos, pois foi, ou ainda o é, da natureza dos
nascidos do sexo masculino.
Muitas
foram as atrocidades que ocorreram na humanidade, exatamente por causa do
desrespeito e o desprezo pelos direitos humanos, tendo como marco a 2ª Guerra
Mundial, tanto que três anos mais tarde, no dia 10 de dezembro de 1948, as nações
decidem firmar a “Declaração Universal
dos Direitos Humanos”, baseada também na igualdade, liberdade e
fraternidade.
A “Declaração Universal dos Direitos Humanos”,
contudo, não teve o condão de mudar por completo o pensamento humano, mas como
Carta Internacional de Intenções, deu o primeiro passo para que as gerações
seguintes fossem percebendo a importância dos direitos da pessoa humana.
Voltando
o foco para aquelas pessoas que são vítimas da homofobia, lembramos aos caros
concidadãos as agruras por que passam tais indivíduos. O preconceito só faz
afastar as pessoas e impedir que elas desenvolvam plenamente suas habilidades.
Há estudos que afirmam que muitos que sofrem desse tipo de preconceito são mais
propensos à depressão, pensam ou já pensaram em cometer suicídio. Outros,
ainda, se retraem e passam a assumir uma outra posição, negam a si mesmo e
constroem toda uma vida de fachada, casam-se, têm filhos, só para se livrarem
do preconceito, isso quando não acabam vivendo uma vida dupla. Afinal, a nossa
sociedade, hipócrita não apenas neste aspecto, tem mais tolerância para com
estes do que com aqueles.
Poderíamos,
finalmente, elencar tantos outros motivos e princípios para, a partir deste
momento, integrarmos não o rol de simpatizantes da causa, mas daqueles que,
sobretudo, defendem a justiça. Terminamos, então, a nossa fala com o maior de
todos os princípios, preconizado por um homem que não olhava a exterioridade de
seu semelhante, mas sim o seu coração: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Sr. Jorge Nelson
Queria poder estar no Rio para abraçar minhas irmãs e irmãos nesses dias. Infelizmente, não pude, pelo caminho de vida que segui. Este ano de 2011 tem sido mesmo difícil, já duas pessoas que se foram, primeiro minha avó e agora meu padrasto (pai), e eu a mais de dois mil quilômetros de distância.
Então, dedico aos meus irmãos e irmãs, o título deste post e a canção abaixo que acabei ouvindo no dia. A música da Marisa fala sobre o Profeta Gentileza, que eu conheci bem de perto, e via, quase todos os dias quando saía cedo para o trabalho. Fala também sobre a passagem das pessoas por esta terra, o que elas fazem, o que deixam para o mundo, e que nem sempre as outras pessoas notam ou reconhecem.
Duas coisas, eu gostaria de dizer a vocês neste momento, me arrependo enormemente de não ter aprendido sobre mecânica de autos com o sr. Jorge Nelson (nosso pai); e também, que hoje, quase 35 anos depois, aprendi que Pai é aquel que cria, lição que Deus já me dava desde a mais tenra idade.
Um grande beijo no coração de vocês, e que essas palavras possam suprir, em parte, a minha ausência. Vocês moram no meu coração, sempre.
Então, dedico aos meus irmãos e irmãs, o título deste post e a canção abaixo que acabei ouvindo no dia. A música da Marisa fala sobre o Profeta Gentileza, que eu conheci bem de perto, e via, quase todos os dias quando saía cedo para o trabalho. Fala também sobre a passagem das pessoas por esta terra, o que elas fazem, o que deixam para o mundo, e que nem sempre as outras pessoas notam ou reconhecem.
Duas coisas, eu gostaria de dizer a vocês neste momento, me arrependo enormemente de não ter aprendido sobre mecânica de autos com o sr. Jorge Nelson (nosso pai); e também, que hoje, quase 35 anos depois, aprendi que Pai é aquel que cria, lição que Deus já me dava desde a mais tenra idade.
Um grande beijo no coração de vocês, e que essas palavras possam suprir, em parte, a minha ausência. Vocês moram no meu coração, sempre.
Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta
Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca
Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza
Por isso eu pergunto
À você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria?
O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o Profeta
08/10/2011.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Onde a coisa vai parar?
Ainda no contexto da mensagem (World's) Talking about a revolution, publicado no dia 15/10/2011. Duas semanas antes, ainda no início desses movimentos, nosso professor de economia chegou com dois textos para que debatêssemos, ambos, e daí escrevêssemos um outro. Os textos falavam, um sobre o Capitalismo e o outro sobre Socialismo.
Resolvi publicar o que eu escrevi, até porque, havia postado sobre a música da Tracy Chapman (Talking About a Revolution), que de certa forma entitulou a minha postagem do dia 15.
"Diante da leitura dos dois textos propostos, depara-se com uma outra questão, que pode até gerar incerteza frente ao futuro que se descortina, fruto dos fatos presentes: 'Onde a coisa vai parar?'.
Capitalismo, selvagem ou não, Marxismo ou Socialismo, também, radical ou não. Qual sistema econômico é o melhor para o mundo? Devido a tantas teses e estudos, vários são os entendimentos, todos, porém, têm como cerne o dinheiro, que faz tudo isso girar. Já dizia Jesus Cristo que o dinheiro é a raiz de todos os males, além de que, quando questionado sobre tributos, disse: "Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".
O Mestre não quiz dizer que o dinheiro é ruim, e evidenciando, também, que o dinheiro está no centro de tudo e de certa forma, foi a maneira que o homem inventou e também aprendeu a conviver. O que é realmente vil é o modo como cada ser, cada sociedade, encara o dinheiro, daí que são geradas todas as injustiças.
O Capitalimo, seguindo a mesma linha de pensamento não é ruim, pois habilita as pessoas a gerarem bens e serviços, conforto e satisfação. Esse sistema proporcionou, através dos tempos, uma infraestrutura melhorada, que consequentemente eliminou doenças auentando a longevidade das pessoas. Nesse percurso, não se deu muita atenção à questões importantes como a preservação ambiental, de onde se extrai que o modo que se encarava o sistema não era perfeito, e provavelmente nunca o será.
O que está errado na Capitalismo é a exploração do homem pelo próprio homem, o desperdício e por fim a grande especulação, que tira o dinheiro dos bolsos de uns para encher o de outros poucos, o que vem se demonstrando nos periódicos cíclicos de crise e abastança.
Só encontraremos o modelo ideal quando passarmos a olhar mais para o outro e para o meio ambiente em que vivemos. Enquanto estivermos consumindo por dois ou três ao invés de somente para um, não sairemos do lugar. Pois o que faz o homem, é incessantemente e inconscientemente, escapar do castigo eterno que é "comer do suor do teu rosto", agindo como se quisesse comer do "suor do rosto dos outros".
Resolvi publicar o que eu escrevi, até porque, havia postado sobre a música da Tracy Chapman (Talking About a Revolution), que de certa forma entitulou a minha postagem do dia 15.
"Diante da leitura dos dois textos propostos, depara-se com uma outra questão, que pode até gerar incerteza frente ao futuro que se descortina, fruto dos fatos presentes: 'Onde a coisa vai parar?'.
Capitalismo, selvagem ou não, Marxismo ou Socialismo, também, radical ou não. Qual sistema econômico é o melhor para o mundo? Devido a tantas teses e estudos, vários são os entendimentos, todos, porém, têm como cerne o dinheiro, que faz tudo isso girar. Já dizia Jesus Cristo que o dinheiro é a raiz de todos os males, além de que, quando questionado sobre tributos, disse: "Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".
O Mestre não quiz dizer que o dinheiro é ruim, e evidenciando, também, que o dinheiro está no centro de tudo e de certa forma, foi a maneira que o homem inventou e também aprendeu a conviver. O que é realmente vil é o modo como cada ser, cada sociedade, encara o dinheiro, daí que são geradas todas as injustiças.
O Capitalimo, seguindo a mesma linha de pensamento não é ruim, pois habilita as pessoas a gerarem bens e serviços, conforto e satisfação. Esse sistema proporcionou, através dos tempos, uma infraestrutura melhorada, que consequentemente eliminou doenças auentando a longevidade das pessoas. Nesse percurso, não se deu muita atenção à questões importantes como a preservação ambiental, de onde se extrai que o modo que se encarava o sistema não era perfeito, e provavelmente nunca o será.
O que está errado na Capitalismo é a exploração do homem pelo próprio homem, o desperdício e por fim a grande especulação, que tira o dinheiro dos bolsos de uns para encher o de outros poucos, o que vem se demonstrando nos periódicos cíclicos de crise e abastança.
Só encontraremos o modelo ideal quando passarmos a olhar mais para o outro e para o meio ambiente em que vivemos. Enquanto estivermos consumindo por dois ou três ao invés de somente para um, não sairemos do lugar. Pois o que faz o homem, é incessantemente e inconscientemente, escapar do castigo eterno que é "comer do suor do teu rosto", agindo como se quisesse comer do "suor do rosto dos outros".
sábado, 15 de outubro de 2011
World's talking about a revolution(?)
Depois de assistir pela TV essa semana a toda essa onda de manifestações frente a crise global (inclusive o "Occupy Wall Street"), e finalmente com a notícia de hoje sobre uma manifestação em Roma, lembrei de uma música de Tracy Chapman, que transcrevo abaixo:
Talkin 'bout a Revolution (Tracy Chapman)
Don't you know they're talking 'bout a revolution
It sounds like a whisper
Don't you know they're talking 'bout a revolution
It sounds like a whisper
While they're standing in the welfare lines
Crying at the doorsteps of those armies of salvation
Wasting time in the unemployment lines
Sitting around waiting for a promotion
Poor people gonna rise up
And get their share
Poor people gonna rise up
And take what's theirs
Don't you know you better run
run, run, run...
Oh I said you better run
run, run, run...
Finally the tables are starting to turn
Talking 'bout a revolution
Talkin 'bout a Revolution (Tracy Chapman)
Don't you know they're talking 'bout a revolution
It sounds like a whisper
Don't you know they're talking 'bout a revolution
It sounds like a whisper
While they're standing in the welfare lines
Crying at the doorsteps of those armies of salvation
Wasting time in the unemployment lines
Sitting around waiting for a promotion
![]() | ||
| Foto: AP |
And get their share
Poor people gonna rise up
And take what's theirs
Don't you know you better run
run, run, run...
Oh I said you better run
run, run, run...
Finally the tables are starting to turn
Talking 'bout a revolution
Não tenho a menor intenção de incentivar nenum tipo de corrente por protestos violentos. Até porque, acredito que toda essa onda de manifestações globais, nada mais são que sinais da volta de Jesus Cristo.
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
O que eu quero com o Direito
Esta foi uma proposta feita pelo professor de IED II, no início deste semestre. Resolvi publicar até mesmo para que possa comparar no futuro, se Deus quiser.
"Estou
estudando direito com o objetivo de melhorar minha carreira profissional.
Poderia ter escolhido outras áreas, mas não o fiz por que sou inclinado à
regras, além de acreditar ser um burocrata.
Apesar de
acreditar ser burocrata, não sou adepto à burocracia, não naquele sentido
pejorativo de dificultar as coisas para se chegar a um objetivo.
Já trabalhei
em algumas áreas que diferem do direito, tais como: lecionei inglês, fui
técnico em informática; mas posso afirmar que área em que melhor me senti
trabalhando foi com o Direito. E, isso não agora, mas vem da época em que andei pelos
corredores do fórum da cidade do Rio de Janeiro com a finalidade de conseguir a
minha própria emancipação.
Não me imagino
um juiz, promotor de justiça, defensor público ou delegado, como muitas pessoas
se imaginam hoje. Quero, primeiramente, ter o conhecimento, para depois
decidir. Acho até mesmo que o bom de se ter o nível superior em Direito é a
grande possibilidade de variadas funções, mas como estudante de Direito, tenho
que ter em mente que estou aqui para me transformar em um advogado, e esse
deveria ser o objetivo principal de cada um de nós."
domingo, 9 de outubro de 2011
Decorando o Alcorão (Koran by heart)
Você já imaginou decorar a Bíblia para recitá-la em sua igreja? A Bíblia é certamente maior que o Alcorão. Juntos os livros do Antigo e do Novo Testamento são praticamente indecoráveis. Mas, digamos que decorássemos apenas o cento e cinquenta capítulos dos Salmos... Pois então...
Acabei de assistir ao documentário "Koran By Heart", de Greg Barker, que traduzido é "Alcorão Decorado" ou como o título em português "Decorando o Alcorão". De maneira muito interessante e sensível, uma pequena parte do mundo muçulmano é mostrada de maneira não esterotipada e sem fundamentalismos.
Um grupo de pessoas, especialmente crianças, que decoram o Alcorão e o recitam no Egito, num campeonato anual, durante o Ramadã. Em alguns casos, as crianças não sabem falar o idioma árabe, mas recitam o Alcorão de cor, quase com perfeição, objetivo do campeonato.
Destacam-se três crianças, um menino do Senegal, uma menina de Maldivas e outro menino do Tajiquistão, todos, de família com poucas condições econômicas. Mas, com exceção do senegalês, saem de seus países e vão ao Egito acompanhados pelos pais.
O menino senegalês, que não foi acompanhado pelo pai, obteve pontuação muito baixa, e saiu choroso. Foi convidado para recitar em uma outra apresentação na Mesquita.
A menina de Maldivas ficou em segundo lugar, perdendo para um rapaz egípcio de 17 anos. Ela sonha em ser uma exploradora (provavelmente bióloga) dos mares, e estudar as espécies de peixes. Enquanto seu pai sonha em se mudar com a família para o Iêmen para que a menina possa ter uma melhor formação.
O menino do Tajiquistão foi analisado como gênio de voz angelical. Enquanto o pai, também, se preocupa com sua formação, pensando também em morar em outro país que não o seu.
O que retiro do documentário: 1) As pessoas diferem-se uma das outras pela cultura; 2) Pais e mães, não importa em que país, sob qual cultura, seus sentimentos pelos filhos, na essência, são os mesmos, ainda mais quando se trata de preocupação com o futuro; 3) O mundo seria muito mais fácil se houvesse respeito pela religião do outro.
Duas outras passagens: Uma especialista no "Alcorão" disse uma coisa que me chamou a atenção: "O Alcorão foi a terceira mensagem (de Deus aos homens), tendo a primeira sido trazida por judeus, a segunda pelos cristãos e a terceira pelos muçulmanos", e o pai da menina que ficou em segundo lugar no campeonato, diz que, segundo o profeta Maomé, "O homem é uma só pessoa enquanto a mulher é uma nação", certamente se referindo à sua preocupação e o cuidado pelo futuro de sua filha.
Vale a pena assistir e tirar suas próprias conclusões.
O documentário será exibido no Festival do Rio deste ano.
Acabei de assistir ao documentário "Koran By Heart", de Greg Barker, que traduzido é "Alcorão Decorado" ou como o título em português "Decorando o Alcorão". De maneira muito interessante e sensível, uma pequena parte do mundo muçulmano é mostrada de maneira não esterotipada e sem fundamentalismos.
Um grupo de pessoas, especialmente crianças, que decoram o Alcorão e o recitam no Egito, num campeonato anual, durante o Ramadã. Em alguns casos, as crianças não sabem falar o idioma árabe, mas recitam o Alcorão de cor, quase com perfeição, objetivo do campeonato.
Destacam-se três crianças, um menino do Senegal, uma menina de Maldivas e outro menino do Tajiquistão, todos, de família com poucas condições econômicas. Mas, com exceção do senegalês, saem de seus países e vão ao Egito acompanhados pelos pais.
O menino senegalês, que não foi acompanhado pelo pai, obteve pontuação muito baixa, e saiu choroso. Foi convidado para recitar em uma outra apresentação na Mesquita.
A menina de Maldivas ficou em segundo lugar, perdendo para um rapaz egípcio de 17 anos. Ela sonha em ser uma exploradora (provavelmente bióloga) dos mares, e estudar as espécies de peixes. Enquanto seu pai sonha em se mudar com a família para o Iêmen para que a menina possa ter uma melhor formação.
O menino do Tajiquistão foi analisado como gênio de voz angelical. Enquanto o pai, também, se preocupa com sua formação, pensando também em morar em outro país que não o seu.
O que retiro do documentário: 1) As pessoas diferem-se uma das outras pela cultura; 2) Pais e mães, não importa em que país, sob qual cultura, seus sentimentos pelos filhos, na essência, são os mesmos, ainda mais quando se trata de preocupação com o futuro; 3) O mundo seria muito mais fácil se houvesse respeito pela religião do outro.
Duas outras passagens: Uma especialista no "Alcorão" disse uma coisa que me chamou a atenção: "O Alcorão foi a terceira mensagem (de Deus aos homens), tendo a primeira sido trazida por judeus, a segunda pelos cristãos e a terceira pelos muçulmanos", e o pai da menina que ficou em segundo lugar no campeonato, diz que, segundo o profeta Maomé, "O homem é uma só pessoa enquanto a mulher é uma nação", certamente se referindo à sua preocupação e o cuidado pelo futuro de sua filha.
Vale a pena assistir e tirar suas próprias conclusões.
O documentário será exibido no Festival do Rio deste ano.
sábado, 8 de outubro de 2011
Citação: sucesso e mediocridade.
"São dois os únicos caminhos a se trilhar no mundo acadêmico. um dificultoso que nos conduz ao sucesso; e outro fácil, que se trilhado conduz à mediocridade". (Bruno Costa).
Vou iniciar a categoria citações com a frase acima, que me veio, após receber uma puxada de orelha na aula de Teoria Geral de Processo. Crio a categoria, por ser muito usual o uso de citações no mundo acadêmico.
Vou iniciar a categoria citações com a frase acima, que me veio, após receber uma puxada de orelha na aula de Teoria Geral de Processo. Crio a categoria, por ser muito usual o uso de citações no mundo acadêmico.
domingo, 2 de outubro de 2011
Último dia do Rock In Rio
Apesar de não ter ido ao Rock in Rio desta vez, pude assistí-lo no Multishow. Pelo menos aos shows do Palco Mundo. Muitas bandas realmente arrepiaram. Lembrei de muitos festivais a que fui há algum tempo atrás, inclusive o Rock in Rio II (1991).
Fiquei impressionado com os shows da banda Cold Play, que só conheci ano passado, também Maroon 5, e Rihanna. Gostei demais como Ivete Sangalo se apresentou e não vejo motivos para tanta crítica em cima de Cláudia Leite. Cada artista tem sua própria maneira.
Stevie Wonder emocionou quando tocou "Girl From Ipanema", o que acabou me lembrando Madonna em 1993, no show The Girlie Show, no Maracanã. Cantar essa música, mesmo na versão em inglês, mostra certa reverência e respeito, tanto à Musica Brasileira quanto à plateia.
Outro momento legal, Ivete Sangalo cantando "More Than Words", do Extreme... fui remetido a 1990 e poucos, num show do Hollywood Rock, onde eu tive a audácia de ir num dia onde só havia banda Hard Rock, além do Tears for Fears, que à época foi o máximo, falando com a plateia em português.
O momento mais emocionante deste Rock in Rio, pra mim, foi a homenagem ao Legião Urbana, que tá fazendo a maior falta "Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar, que tudo era pra sempre, sem saber saber que o pra sempre sempre acaba" - saudades eternas.
Espero que dessa vez, não somente porque vêm aí a Copa do Mundo e Olimpíadas, os produtores e a própria cidade do Rio de Janeiro não deixem mais um outro intervalo de 10 anos, para a realização de tal evento.
O Rock in Rio, como disse no face há alguns dias, é in Rio, não in Lisboa ou in Madri... sim in Rio. Patrimônio Nacional. Que esse intervalo de tempo seja no máximo de dois ou três anos. Lembro que não somos mais os mesmos. Brasil não é mais o país do futuro porque esse futuro já chegou.
Foi ótimo o festival. Que outros possam vir em breve. Estão dizendo, setembro de 2013... tomara! Espero que dessa vez, eu não fique só no Rock in Casa.
Fiquei impressionado com os shows da banda Cold Play, que só conheci ano passado, também Maroon 5, e Rihanna. Gostei demais como Ivete Sangalo se apresentou e não vejo motivos para tanta crítica em cima de Cláudia Leite. Cada artista tem sua própria maneira.
Stevie Wonder emocionou quando tocou "Girl From Ipanema", o que acabou me lembrando Madonna em 1993, no show The Girlie Show, no Maracanã. Cantar essa música, mesmo na versão em inglês, mostra certa reverência e respeito, tanto à Musica Brasileira quanto à plateia.
Outro momento legal, Ivete Sangalo cantando "More Than Words", do Extreme... fui remetido a 1990 e poucos, num show do Hollywood Rock, onde eu tive a audácia de ir num dia onde só havia banda Hard Rock, além do Tears for Fears, que à época foi o máximo, falando com a plateia em português.
O momento mais emocionante deste Rock in Rio, pra mim, foi a homenagem ao Legião Urbana, que tá fazendo a maior falta "Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar, que tudo era pra sempre, sem saber saber que o pra sempre sempre acaba" - saudades eternas.
Espero que dessa vez, não somente porque vêm aí a Copa do Mundo e Olimpíadas, os produtores e a própria cidade do Rio de Janeiro não deixem mais um outro intervalo de 10 anos, para a realização de tal evento.
O Rock in Rio, como disse no face há alguns dias, é in Rio, não in Lisboa ou in Madri... sim in Rio. Patrimônio Nacional. Que esse intervalo de tempo seja no máximo de dois ou três anos. Lembro que não somos mais os mesmos. Brasil não é mais o país do futuro porque esse futuro já chegou.
Foi ótimo o festival. Que outros possam vir em breve. Estão dizendo, setembro de 2013... tomara! Espero que dessa vez, eu não fique só no Rock in Casa.
Do que você vai falar?
"Do que você vai falar?", foi a pergunta que ouvi depois de chegar. Tenho que confessar, fiquei muito chateado com a pergunta e a pessoa caiu um pouco no meu conceito. A resposta: "Que estou morrendo de vontade de ir embora".
Tentei ter uma atitude não agressiva, apesar da resposta. Ouvimos coisas boas e más várias vezes em nossos dias, o problema é como nos deixamos influenciar por elas. A vida é assim mesmo, quantas vezes eu também não faço perguntas tolas ou até comentários descabidos.
Nesse mesmo dia, porém, ouvi outro pensamento legal: "A falta de respeito à dignidade do outro, por si só gera violência."
Não sei qual das duas mais me afetou, só sei que por a segunda ter sido falada bem depois da primeira, amenizou muito esta.
Tentei ter uma atitude não agressiva, apesar da resposta. Ouvimos coisas boas e más várias vezes em nossos dias, o problema é como nos deixamos influenciar por elas. A vida é assim mesmo, quantas vezes eu também não faço perguntas tolas ou até comentários descabidos.
Nesse mesmo dia, porém, ouvi outro pensamento legal: "A falta de respeito à dignidade do outro, por si só gera violência."
Não sei qual das duas mais me afetou, só sei que por a segunda ter sido falada bem depois da primeira, amenizou muito esta.
domingo, 11 de setembro de 2011
911 - The world must never forget - (9/11)
São dez anos. O mundo não é mais o mesmo desde aquela manhã
de setembro. Mesmo assim, ainda não entendo porque esses terroristas escolheram
uma data tão simbólica para o ataque a alvos nos Estados Unidos.
Digo simbólica porque em inglês americano o formato da data
é mês/dia, diferente do nosso formato dia/mês. Assim, se pegamos o algarismo do
mês, que eles não expressam com o zero à frente do nove, e eliminarmos a barra,
juntando os algarismos, formaremos outro número, 911, que nos Estados Unidos é usado
para emergência, algo parecido com o nosso 190.
Quatro grupos de terroristas, sabe-se lá porque, decidiram
naquela manhã, destruir quatro símbolos americanos, sem se importarem com a
quantidade de vidas que iriam afetar.
Fico pensando naquelas vidas que se perderam. Quantos sonhos
explodiram como bolas de fogo ao se chocarem nas torres, no prédio do pentágono
e também em algum lugar na Pennsilvânia. Imagino como elas, as vítimas, devem
ter se sentido. Encurraladas, sem ter o que fazer, na mão de lunáticos, que
tolamente acreditaram que estariam fazendo a vontade de algum deus.
Ainda ontem, assisti a um documentário, sobre os bombeiros
que trabalharam na operação de salvamento. Quando os primeiros caminhões de
bombeiros foram chegando ao local do World Trade Center, algumas pessoas já
haviam se jogado das torres. Um dos bombeiros disse aos prantos que pedaços de
corpos estavam pelo chão, e que ele, guiando seu caminhão não teve como
desviar...
Naquela manhã de setembro, a apenas oito dias de meu
aniversário, eu estava na faculdade. Curso que nem cheguei a completar. De lá
prá cá me casei, consegui meu atual emprego, viajamos para o Rio de Janeiro,
compramos um carro, trocamos o carro por outro, tivemos Davi e voltamos para a
faculdade. Novamente, volto a pensar naquelas pessoas que tiveram suas vidas
arrancadas... quantas coisas fantásticas deixaram de fazer... quantas coisas
deixaram de viver...
Não cheguei a ver o primeiro avião se chocando com a
primeira torre... assim que acabou a aula fui direto pra casa. Chegando lá,
fiquei sabendo e não tirei os olhos da TV, quando vimos a segunda torre sendo
atingida, ao vivo, pela Globo. Naquele momento o mundo se deu conta que era um
ataque terrorista.
No mesmo momento pensei: “Esses caras, certamente, devem ter
outro avião, indo diretamente para a Casa Branca”. Enquanto isso, dois outros
aviões seguiam um para o Pentágono... e o outro?
O outro... caiu na Pennsilvânia. Os passageiros daquele vôo
foram verdadeiros heróis... e esses sim, entregaram suas próprias para salvar a
de tantos outros. Além disso, frustraram o plano dos loucos, que não se
concretizou 100%. Fizeram o que era mais certo no momento, tentaram dominar os
seqüestradores, mas infelizmente o avião caiu. Analisando friamente, eles podem, inclusive,ter evitado uma guerra
ainda maior.
Na noite de nove de setembro, fui dar aula (de inglês), e
quando lecionamos/aprendemos inglês, não temos como não falar sobre os maiores
prédios do mundo, no caso o WTC, pelos superlativos, além de falarmos dos
vários pontos turísticos dos Estados Unidos.
Nesse dia, desenhei no quadro, duas torres, como as Twin
Towers, como eu gostava de falar, imitando eles. As torres desenhadas ficaram
ali, também como referência de data (9)11, e permaneceu até a aula do dia
seguinte. A partir dali, só nos restava o Empire State Building.
De lá pra cá Osama foi morto, Saddam foi morto, isso porém,
não fez com que o mundo ficasse mais leve. Desde setembro de 2011 vários foram
os atentados. Até mesmo hoje, ouve-se falar nos noticiários que espera-se um
atentado ainda amanhã, em Washington ou Nova York... Espero que não... Espero
que esses outros lunáticos deixem que o povo americano chore seus mortos em
paz.
Acho que historicamente, daqui alguns muitos anos poderá se
dizer que o nove de setembro será um divisor de eras. Um dia para jamais ser
esquecido. Um dia cheio de mágoa e lágrimas.
Gostaria de, aqui, humildemente, homenagear todas as pessoas
que se foram nesses atentados de 9/11 (maneira americana de escrever). As
pessoas que por qualquer razão tenham se desprendido dos prédios e voado para a
morte... Aos bombeiros que perderam suas vidas tentando resgatar as vidas de
outros. Aquelas que, tranquilamente, trabalhavam no Pentágono. As que lutaram
para tomar o controle do vôo United 93.
Não podemos nos esquecer de todas aquelas outras tantas
vidas, pelo mundo todo, que foram vítimas de tantos outros atentados terroristas.
Vítimas da intolerância. Que Deus tenha recebido essas almas em sua grande
morada.
God bless
you all! God bless America!
I’m sure the world will never forget.
sábado, 3 de setembro de 2011
O Brasil (não) investe em educação
Eu não aguento mais aquela cantiga, aquele velho discurso de que nosso país não investe em educação. Não sei se tenho o pensamento errôneo ou se vivo (eternamente) com a síndrome de Poliana, o que faria da cantiga e do velho discurso uma grande realidade, que por assim dizer, indicaria a síndrome instalada em meus neurônios.
Analisando meu pequeno mundinho, pois há muito não tenho mais contato com um mundo maior, onde as pessoas se aglomeram nas ruas e, trabalhar muito, estudar à noite, falar um outro idioma é a coisa mais normal que existe... Nesse meu pequeno mundo, há alguns colégios e escolas, uma faculdade presencial, uma telepresencial (já houve duas).
Sinto que aqui o acesso à educação é tão-tão fácil. Claro que não a educação de nível superior, que está brotando e ainda com poucos alunos. Vejo que, pelo menos nos ensino fundamental e médio, só não estuda quem não quer. Então, olhando desse prisma, como poder dizer que não há investimento em educação?
Ontem mesmo, perguntei a uma pessoa: "Você está estudando?" Ela me respondeu: "Não" e nem teve um sorrisinho sem graça. Por que eu perguntei isso? rs. Ontem foi o meu dia de perguntas indigestas... mas fazer o quê... acho que isso é meio incontrolável em mim, mas posso assegurar uma coisa, a maioria não tem a menor intenção de ofender ninguém.
Voltando, perguntei se a pessoa estudava, porque ela é uma ex-presidiária, que se encontra cumprindo pena em Regime Aberto. Ora, se a Lei de Execuções Penais, modificada pela lei 12.433/11, que em seu artigo 126, I, § 6º, permite que o reeducando tenha sua pena diminuída em um dia a cada doze horas de aula, além de conseguir reduzir um tanto com a conclusão das diversas etapas do ensino, por que não estudar? Por que não enfrentar os bancos de uma escola, com o objetivo (nobre) de se livrar o quanto antes de uma pena de reclusão?
Essa lei, reflete uma ideia que sempre tive comigo, pois já que os presos, não podem ser obrigados a trabalhar, por lei, deveriam ao menos, ser (obrigado) incentivado aos estudos.
Mas eu comecei falando sobre uma coisa e estou indo à outra. Voltando, acredito que o país tem investido sim em educação. Pode não ser tão intensamente como muitos gostariam, mas antes, digamos há vinte anos, a situação era muito diferente, época em que estávamos entrando numa nova época no país com nosso primeiro presidente eleito e blá-blá. Quem me dera, se naquele tempo, houvesse o apoio que há hoje, certamente não teria que esquentar os bancos da faculdade, como faço agora, depois de velho.
Agora, uma coisa eu acredito. O país não investe muito nos professores, o que, se investir em educação é investir em professores, talvez esse investimento não exista mesmo. E, aqui não quero falar apenas em dinheiro, até porque nesse meu pequeno mundinho, muitos professores são de estados do Nordeste, onde estariam, ganhando menos, conforme eles mesmos relatam.
O investimento nos professores deve, também, criar mecanismos para que possam trabalhar sem medo, sendo respeitados, coisa que desde meus idos de primário, existia, e aí de quem respondesse a um professor (à época a palmatória já havia sido abolida, rs).
Além de pensar que os professores não são muito respeitados, como deveriam, penso que eles mesmos não se valorizam, mesmo assim, aponto que o problema não está neles, mas de toda uma sociedade que não os coloca em seu lugar merecido.
Analisando meu pequeno mundinho, pois há muito não tenho mais contato com um mundo maior, onde as pessoas se aglomeram nas ruas e, trabalhar muito, estudar à noite, falar um outro idioma é a coisa mais normal que existe... Nesse meu pequeno mundo, há alguns colégios e escolas, uma faculdade presencial, uma telepresencial (já houve duas).
Sinto que aqui o acesso à educação é tão-tão fácil. Claro que não a educação de nível superior, que está brotando e ainda com poucos alunos. Vejo que, pelo menos nos ensino fundamental e médio, só não estuda quem não quer. Então, olhando desse prisma, como poder dizer que não há investimento em educação?
Ontem mesmo, perguntei a uma pessoa: "Você está estudando?" Ela me respondeu: "Não" e nem teve um sorrisinho sem graça. Por que eu perguntei isso? rs. Ontem foi o meu dia de perguntas indigestas... mas fazer o quê... acho que isso é meio incontrolável em mim, mas posso assegurar uma coisa, a maioria não tem a menor intenção de ofender ninguém.
Voltando, perguntei se a pessoa estudava, porque ela é uma ex-presidiária, que se encontra cumprindo pena em Regime Aberto. Ora, se a Lei de Execuções Penais, modificada pela lei 12.433/11, que em seu artigo 126, I, § 6º, permite que o reeducando tenha sua pena diminuída em um dia a cada doze horas de aula, além de conseguir reduzir um tanto com a conclusão das diversas etapas do ensino, por que não estudar? Por que não enfrentar os bancos de uma escola, com o objetivo (nobre) de se livrar o quanto antes de uma pena de reclusão?
Essa lei, reflete uma ideia que sempre tive comigo, pois já que os presos, não podem ser obrigados a trabalhar, por lei, deveriam ao menos, ser (
Mas eu comecei falando sobre uma coisa e estou indo à outra. Voltando, acredito que o país tem investido sim em educação. Pode não ser tão intensamente como muitos gostariam, mas antes, digamos há vinte anos, a situação era muito diferente, época em que estávamos entrando numa nova época no país com nosso primeiro presidente eleito e blá-blá. Quem me dera, se naquele tempo, houvesse o apoio que há hoje, certamente não teria que esquentar os bancos da faculdade, como faço agora, depois de velho.
Agora, uma coisa eu acredito. O país não investe muito nos professores, o que, se investir em educação é investir em professores, talvez esse investimento não exista mesmo. E, aqui não quero falar apenas em dinheiro, até porque nesse meu pequeno mundinho, muitos professores são de estados do Nordeste, onde estariam, ganhando menos, conforme eles mesmos relatam.
O investimento nos professores deve, também, criar mecanismos para que possam trabalhar sem medo, sendo respeitados, coisa que desde meus idos de primário, existia, e aí de quem respondesse a um professor (à época a palmatória já havia sido abolida, rs).
Além de pensar que os professores não são muito respeitados, como deveriam, penso que eles mesmos não se valorizam, mesmo assim, aponto que o problema não está neles, mas de toda uma sociedade que não os coloca em seu lugar merecido.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Crise global
Não vou comentar muito sobre a crise global. Mas, quanto à grande venda de ações nas bolsas de valores, vou transcrever algumas palavras que escrevi no meu Blog do Investidor Aprendiz, no dia 21/06/2008:
"(...) Devemos auferir isso depois, para sabermos se o estudo dessa projeção prospera. Podemos ver também que, o tempo de duração da reversão é de 1 mês e alguns dias. Hoje faz um mês que a reversão começou, e já houve uma desvalorização de 12,10%. De acordo com esse esboço de reversão, estamos a alguns dias de uma nova reversão, para tendência de alta. E a pouco mais de 5.000. Provavelmente, uma semana, se estiver certo disso.
Pela diminuição da evolução percentual dos pontos de fundo, será que a tendência de longo prazo de alta da Ibovespa está chegando ao fim? Isso é uma resposta que só o tempo dirá. Agora, que é bom começar a prestar atenção na hora de comprar para não entrar no mercado no meio da onda."
Pode ser que meu comentário, seja muito amador, mas de lá prá cá, o IBovespa até subiu, até conseguiu bater 70.000, mas com esse rebaixamento dos EUA, será que vai descer a ladeira?"
Ah, agora um pouco sobre a a crise nos mercados globais, depois de tudo o que passamos no Brasil, só devo dizer que passei a acreditar na máxima: "O mundo dá muitas voltas".
Valeu a pena!
Inicio este semestre na faculdade com um exercício proposto, ainda no primeiro período, por nossa professora de Português Jurídico, Profacarmen: uma outra análise da música "Pescador de Ilusões" do grupo "O Rappa".
Em aula, estudamos implícitos na música que nos levassem à religião. Depois, pela professora nos foi proposto procurar no texto elementos que levassem à violência e o tráfico de drogas e reescrevêssemos a nossa interpretação.
Eis a minha interpretação: (Pescador de Ilusões - O Rappa)
Se meus joelhos não doessem mais
diante de um bom motivo
que me traga fé, que me traga fé
Comentário: "Diria da dificuldade do esforço implementado por pessoas, na tentativa de resgatar os jovens que vivem em favor do tráfico. Incluindo aí, a procura por motivação que mantenham essas pessoas firmes neste propósito, apesar das dificuldades de se enfrentar o mundo do crime".
Se por alguns segundos eu observar
e só observar a isca e o anzol a isca e o anzol
ainda assim estarei pronto pra comemorar
se eu me tornar menos faminto que curioso, curioso
Comentário: "Analisar tanto a realidade da droga quanto a do traficante. Que mesmo que essa pessoa parasse para olhar mais detidamente o ser traficante e a coisa droga, ou seja, se desviasse o seu foco da pessoa a quem quer resgatar, mesmo assim, encontraria motivos que não o deixasse desistir, ou seja, teria motivos para comemorar.
A iniciativa de se trabalhar no resgate de jovens que se perdem no mundo das drogas e do crime é estressante e gera muita ansiedade. Portanto, o menos faminto seria menos ansioso. E, o curioso, dá a noção de deixar as coisas fluírem de modo mais natural, pois não se resgata ninguém da violência de uma hora para outra."
O mar escuro trará medo lado a lado
com corais coloridos
Comentários: "O mar escuro seria, exatamente, os caminhos por onde essa pessoa seria obrigada a passar, para o efetivo trabalho de resgatar essas almas perdidas. Quando digo caminhos, me refiro não somente ao adentrar o morro, a favela, a festa "rave", mas também ao iminente desafio de ter que enfrentar o próprio traficante e seu mundo do tráfico, que por mais que dele se tenha conhecimento se mostra obscuro, pois essa pessoa não o vive em sua totalidade. Os corais coloridos são as pessoas resgatadas. Considero 'Pescador de Ilusões' essas pessoas que se atiram em meio ao mundo do tráfico e da criminalidade para tentar resgatar quem vive escravizado por ele.
Valeu a pena eh eh sou pescador de ilusões
Se e eu catar
na superfície de qualquer manhã
as palavras de um livro
sem final, sem final,
sem final, sem final, final
Comentários: "Catar seria o verbo mais apropriado para substituir pelo já explanado resgatar. As palavras seriam as vitórias, assim, catar os resgates bem sucedidos. Um livro sem final, um livro com muitíssimas páginas, e a problemática do resgate de pessoas do mundo do tráfico e da violência bem se adequa, pois demanda tempo. A palavra final NO final denota que tudo tem fim, e que se faz necessária até para que essa pessoa, o Pescador de Ilusões, possa olhar pra trás e ver que tudo Valeu a Pena".
Posso estar aquém da real interpretação da música, e nem é minha intenção acertar... até porque não sou ouvinte da banda, mas ao ouvir pela primeira vez essa música a percebi de maneira muito otimista, que expressa que por qualquer coisa que se tenha passado, sempre vale a pena a tentativa. Ouvi-la e debatê-la na sala de aula do Curso de Direito, modificou a nossa ideia de interpretação única.
Um grande abraço à nossa ex-professora de Português, Carmen, sei que como grande fã de O Rappa, que você é, pode com certeza dizer Valeu a Pena!
Em aula, estudamos implícitos na música que nos levassem à religião. Depois, pela professora nos foi proposto procurar no texto elementos que levassem à violência e o tráfico de drogas e reescrevêssemos a nossa interpretação.
Eis a minha interpretação: (Pescador de Ilusões - O Rappa)
Se meus joelhos não doessem mais
diante de um bom motivo
que me traga fé, que me traga fé
Comentário: "Diria da dificuldade do esforço implementado por pessoas, na tentativa de resgatar os jovens que vivem em favor do tráfico. Incluindo aí, a procura por motivação que mantenham essas pessoas firmes neste propósito, apesar das dificuldades de se enfrentar o mundo do crime".
Se por alguns segundos eu observar
e só observar a isca e o anzol a isca e o anzol
ainda assim estarei pronto pra comemorar
se eu me tornar menos faminto que curioso, curioso
Comentário: "Analisar tanto a realidade da droga quanto a do traficante. Que mesmo que essa pessoa parasse para olhar mais detidamente o ser traficante e a coisa droga, ou seja, se desviasse o seu foco da pessoa a quem quer resgatar, mesmo assim, encontraria motivos que não o deixasse desistir, ou seja, teria motivos para comemorar.
A iniciativa de se trabalhar no resgate de jovens que se perdem no mundo das drogas e do crime é estressante e gera muita ansiedade. Portanto, o menos faminto seria menos ansioso. E, o curioso, dá a noção de deixar as coisas fluírem de modo mais natural, pois não se resgata ninguém da violência de uma hora para outra."
O mar escuro trará medo lado a lado
com corais coloridos
Comentários: "O mar escuro seria, exatamente, os caminhos por onde essa pessoa seria obrigada a passar, para o efetivo trabalho de resgatar essas almas perdidas. Quando digo caminhos, me refiro não somente ao adentrar o morro, a favela, a festa "rave", mas também ao iminente desafio de ter que enfrentar o próprio traficante e seu mundo do tráfico, que por mais que dele se tenha conhecimento se mostra obscuro, pois essa pessoa não o vive em sua totalidade. Os corais coloridos são as pessoas resgatadas. Considero 'Pescador de Ilusões' essas pessoas que se atiram em meio ao mundo do tráfico e da criminalidade para tentar resgatar quem vive escravizado por ele.
Valeu a pena eh eh sou pescador de ilusões
Se e eu catar
na superfície de qualquer manhã
as palavras de um livro
sem final, sem final,
sem final, sem final, final
Comentários: "Catar seria o verbo mais apropriado para substituir pelo já explanado resgatar. As palavras seriam as vitórias, assim, catar os resgates bem sucedidos. Um livro sem final, um livro com muitíssimas páginas, e a problemática do resgate de pessoas do mundo do tráfico e da violência bem se adequa, pois demanda tempo. A palavra final NO final denota que tudo tem fim, e que se faz necessária até para que essa pessoa, o Pescador de Ilusões, possa olhar pra trás e ver que tudo Valeu a Pena".
Posso estar aquém da real interpretação da música, e nem é minha intenção acertar... até porque não sou ouvinte da banda, mas ao ouvir pela primeira vez essa música a percebi de maneira muito otimista, que expressa que por qualquer coisa que se tenha passado, sempre vale a pena a tentativa. Ouvi-la e debatê-la na sala de aula do Curso de Direito, modificou a nossa ideia de interpretação única.
Um grande abraço à nossa ex-professora de Português, Carmen, sei que como grande fã de O Rappa, que você é, pode com certeza dizer Valeu a Pena!
sábado, 30 de julho de 2011
Objeto?
Quando postei a foto do mordedor que Davi ganhou da tia Fabíola, encontrei o pano de fundo da foto, portanto....
quinta-feira, 28 de julho de 2011
2º objeto
Mais uma foto tirada de um objeto, enquanto não há inspiração e tempo para escrever. O pior, na outra semana, volta às aulas!
Esse é um mordedor dado ao Davi por tia Fabíola.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Enquanto isso...
Já faz algum tempo que não escrevo neste meu querido blog. Depois do início da faculdade a coisa ficou mais apertada em todos os sentidos, rs. Até que tive alguma inspiração, mas o cansaço e o firewall do trabalho também me impediram um pouco.
Estou até com um texto, on mind, e verei se escrevo antes do blog completar três anos de existência. Por enquanto deixo vocês (será que alguém ainda acessa?) com uma foto que tirei, e olha que não é a única... Será que adivinham o que é?
Estou até com um texto, on mind, e verei se escrevo antes do blog completar três anos de existência. Por enquanto deixo vocês (será que alguém ainda acessa?) com uma foto que tirei, e olha que não é a única... Será que adivinham o que é?
quarta-feira, 23 de março de 2011
Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é para julgar seu semelhante? Quem você pensa que é, para além de julgar, humilhar?
Você aí, de classe superior, de carro zero, com conta no banco. Tudo isso tem te cegado e impedido que você veja, que como o substantivo já diz: semelhante, você não é diferente?
Por acaso você já parou para pensar que pode precisar dele? Como integrante da sociedade, a força do trabalho dele pode estar numa partícula da vida que você está a levar.
Para! Ao invés de humilhar, por que não ajudar? Talvez por atitudes como a sua, a sociedade demora a avançar.
Deixe eu te falar. Você que se pensa tão superior a ele, pode ter certeza, um dia vai encontrar alguém que também lhe faça calar.
Quem você pensa que é pra dizer “Paraíba. Que volte para lá!”
Quem você pensa que é pra dizer: “Esse aí é pobre, tem mais que se danar”.
Por acaso você já parou para pensar que assim como você, ele tem amor à sua terra e família para criar?
Então, para! Pense nas lágrimas que ele deve derramar por não ter como comprar livros, roupas e até alimentos para aqueles que estão por ele a esperar.
Deixe eu te falar. Com esse seu jeito de desprezar aquele que não faz parte do seu grupo, pode levá-lo à mazela maior que a que já tem que suportar. Que se ele não tiver forças, vai sair daqui agora e na bebida ou na droga vai se afogar. Vai chegar em casa e com a esposa vai brigar. Nos filhos vai bater, isso se não der pra roubar ou matar. A tua palavra dita rudemente, então, num inferno vai se tornar.
Quem você pensa que é, que não ajuda quem precisa, não olha nem pro lado e ainda se diz entediado com o que estou a falar.
Por acaso já parou para pensar que a única coisa que a ele resta é na religião se apoiar. Mesmo assim, você critica, diz que é ópio do povo, são um bando de alienados, (coitadinhos) acreditando numa vida que jamais irão alcançar.
Deixe eu te falar. Basta o vento soprar um pouco mais forte, que até a você pode derrubar.
Então, não espere isso acontecer para de atitude mudar. E, pode acreditar, fazendo assim você só tem a ganhar.
Ei, ei, você aí... Quem você pensa que é?
Quem você pensa que é para deixar se humilhar, para acreditar no que ele te aponta e diz?
Por acaso já parou para pensar no seu valor? Por todas as coisas que já passou? Não acredite quando te dizem “Que o homem só vale o que tem.” Pois a verdade não é essa. O homem vale o que é. Se a vida está difícil hoje, não se estresse, vai passar. Se você continuar lutando, um dia a situação vai mudar.
Deixe eu te falar. Agora vira para a ele e sem se irritar, diga que só está olhando no que se transformou o seu duro trabalhar.
Texto criado para apresentação na disciplina de Sociologia, do Curso de Direito da FADES, tomando como base a canção Cidadão, de Lucio Barbosa. Texto escrito por Bruno Costa, e debatido e defendido pelo grupo "Endireitando".
Texto criado para apresentação na disciplina de Sociologia, do Curso de Direito da FADES, tomando como base a canção Cidadão, de Lucio Barbosa. Texto escrito por Bruno Costa, e debatido e defendido pelo grupo "Endireitando".
sábado, 19 de março de 2011
Obama no Brasil, duas surpresas
Fiquei surpreso, por duas vezes, com a visita do presidente Norte Americano Barack Obama ao Brasil, que se inicia amanhã.
Antes de me ater às surpresas, quero deixar claro que não sou contra os Estados Unidos ou contra os americanos, até porque estudei inglês exatamente porque gosto muito deles e de seu way-of-life. Infelizmente, não tenho mais os meus textos escritos à época da eleição presidencial lá, quando eu, enaltecia o primeiro presidente negro na Casa Branca, que deixaria de ser apenas uma ideia cinematográfica.
Mas, voltemos às surpresas:
A primeira, foi a notícia de que o presidente Obama faria um discurso na Cinelândia, na minha cidade, Rio de Janeiro. Achei um tanto demais. A Cinelândia é conhecida como o centrão do Rio, palco de grandes movimentos e passeatas, pelas diretas, caras pintadas e muitas outras. Considero a Cinelândia tão nossa, que achei um exagero deixá-lo discursar à população brasileira, naquele local.
A segunda, foi a notícia que chegou no dia seguinte. O presidente Obama, prêmio Nobel da Paz, não irá mais fazer o discurso "outdoors" e sim "indoors", no Theatro Municipal do Rio, no mesmo local, porém dentro do teatro, diga-se de passagem lugar mais requintado para receber tal personalidade. No caso, o pronunciamento, se não televisionado, será restrito a um seleto grupo de privilegiados.
Quando cheguei em casa, ontem à noite, vi no jornal uma outra notícia sobre uma pequena manifestação contra Obama, na mesma Cinelândia, com direito a coquetel molotov e faixas "go home", em frente ao Consulado Americano, a aproximadamente trezentos metros dali, e que deixou uma pessoa ferida.
Sinceramente, achei uma idiotice, falta do que fazer. Não somos mais os mesmos..., enquanto isso, assistimos com complacência problemas internos e não reagimos de mesmo modo. Sou contra movimentos "go home Obama", estou mais para "Welcome, Obama".
Mas a mudança de local do discurso, me pegou de surpresa, pois saiu antes de publicar minha (humilde) crítica. Até que foi bom, pois depois teria que postar uma outra crítica. Assim faço tudo de uma vez. Só não acredito, que essa mudança se deu por motivo de segurança pessoal do presidente americano, e sim pela quantidade de críticas que devem ter recebido, em decorrência do que o local simboliza no coração dos brasileiros.
Espero que dê tudo certo e que o presidente Barack Obama seja recebido da melhor maneira possível. Welcome, Mr. President.
Antes de me ater às surpresas, quero deixar claro que não sou contra os Estados Unidos ou contra os americanos, até porque estudei inglês exatamente porque gosto muito deles e de seu way-of-life. Infelizmente, não tenho mais os meus textos escritos à época da eleição presidencial lá, quando eu, enaltecia o primeiro presidente negro na Casa Branca, que deixaria de ser apenas uma ideia cinematográfica.
Mas, voltemos às surpresas:
A primeira, foi a notícia de que o presidente Obama faria um discurso na Cinelândia, na minha cidade, Rio de Janeiro. Achei um tanto demais. A Cinelândia é conhecida como o centrão do Rio, palco de grandes movimentos e passeatas, pelas diretas, caras pintadas e muitas outras. Considero a Cinelândia tão nossa, que achei um exagero deixá-lo discursar à população brasileira, naquele local.
A segunda, foi a notícia que chegou no dia seguinte. O presidente Obama, prêmio Nobel da Paz, não irá mais fazer o discurso "outdoors" e sim "indoors", no Theatro Municipal do Rio, no mesmo local, porém dentro do teatro, diga-se de passagem lugar mais requintado para receber tal personalidade. No caso, o pronunciamento, se não televisionado, será restrito a um seleto grupo de privilegiados.
Quando cheguei em casa, ontem à noite, vi no jornal uma outra notícia sobre uma pequena manifestação contra Obama, na mesma Cinelândia, com direito a coquetel molotov e faixas "go home", em frente ao Consulado Americano, a aproximadamente trezentos metros dali, e que deixou uma pessoa ferida.
Sinceramente, achei uma idiotice, falta do que fazer. Não somos mais os mesmos..., enquanto isso, assistimos com complacência problemas internos e não reagimos de mesmo modo. Sou contra movimentos "go home Obama", estou mais para "Welcome, Obama".
Mas a mudança de local do discurso, me pegou de surpresa, pois saiu antes de publicar minha (humilde) crítica. Até que foi bom, pois depois teria que postar uma outra crítica. Assim faço tudo de uma vez. Só não acredito, que essa mudança se deu por motivo de segurança pessoal do presidente americano, e sim pela quantidade de críticas que devem ter recebido, em decorrência do que o local simboliza no coração dos brasileiros.
Espero que dê tudo certo e que o presidente Barack Obama seja recebido da melhor maneira possível. Welcome, Mr. President.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Simplicidade e Competência
Quem acompanha o carnaval do Rio de Janeiro, mais especificamente o desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial, entende o que vou falar. A Escola de Samba Beija Flor venceu o carnaval de 2011, unindo simplicidade e competência.
Não foi a primeira vez que o Rei Roberto Carlos foi enredo de uma escola de samba. Pelo que me recordo, a Escola Unidos do Cabuçu, teve o Rei como tema (Surgia na manhã o rei sol (...) assim nasceu Roberto Carlos na canção popular...), isso no ano de 1987, porém não teve a mesma sorte.
Esse ano de 2011 foi bem atípico, marcado pelo incêndio na cidade do samba. Portela, Ilha e Grande Rio ficaram fora da disputa, além de nenhum escola ser rebaixada para o Grupo de Acesso.
Assisti a todo o desfile de domingo, dia da minha escola Imperatriz Leopoldinense. Achei o seu desfile meio morno e logo vi que não seria a campeã, apesar de achar que os jurados não gostam muito da Imperatriz.
O desfile da Unidos da Tijuca, me deu a sensação de deja vù. Bonito demais, criativo demais, espetacular demais, mas também 'over' demais, muito carregado, muita informação. Além disso, quando escutei os sambas, tive a impressão que o samba da Tijuca era ligeiramente parecido com o do ano anterior, ano em que a escola fora campeã.
Na segunda gostei dos desfiles da Ilha e da Grande Rio e, infelizmente, perdi os desfiles do Salgueiro e da Mocidade. Na minha leiga opinião, o samba da Grande Rio seria o que melhor pegaria na avenida e o da Ilha tinha um certo tom melancólico. Se essas escolas pudessem ser julgadas, o resultado seria bem diferente, tanto que a Ilha ganhou o Estandarte de Ouro.
Por fim, quando a Beija-Flor pisou na avenida, pensei: "não vai ter pra ninguém". Nesse momento me lembrei da Unidos do Cabuçu, que ficou em 10º lugar no carnaval de 87. A Beija Flor juntou sua competência em fazer carnavais campeões com a simplicidade do cantor eleito Rei da Música Popular Brasileira. Rolou a química e não poderia ser diferente. Mais uma vez, parabéns Beija-Flor de Nilópolis.
Não foi a primeira vez que o Rei Roberto Carlos foi enredo de uma escola de samba. Pelo que me recordo, a Escola Unidos do Cabuçu, teve o Rei como tema (Surgia na manhã o rei sol (...) assim nasceu Roberto Carlos na canção popular...), isso no ano de 1987, porém não teve a mesma sorte.
Esse ano de 2011 foi bem atípico, marcado pelo incêndio na cidade do samba. Portela, Ilha e Grande Rio ficaram fora da disputa, além de nenhum escola ser rebaixada para o Grupo de Acesso.
Assisti a todo o desfile de domingo, dia da minha escola Imperatriz Leopoldinense. Achei o seu desfile meio morno e logo vi que não seria a campeã, apesar de achar que os jurados não gostam muito da Imperatriz.
O desfile da Unidos da Tijuca, me deu a sensação de deja vù. Bonito demais, criativo demais, espetacular demais, mas também 'over' demais, muito carregado, muita informação. Além disso, quando escutei os sambas, tive a impressão que o samba da Tijuca era ligeiramente parecido com o do ano anterior, ano em que a escola fora campeã.
Na segunda gostei dos desfiles da Ilha e da Grande Rio e, infelizmente, perdi os desfiles do Salgueiro e da Mocidade. Na minha leiga opinião, o samba da Grande Rio seria o que melhor pegaria na avenida e o da Ilha tinha um certo tom melancólico. Se essas escolas pudessem ser julgadas, o resultado seria bem diferente, tanto que a Ilha ganhou o Estandarte de Ouro.
Por fim, quando a Beija-Flor pisou na avenida, pensei: "não vai ter pra ninguém". Nesse momento me lembrei da Unidos do Cabuçu, que ficou em 10º lugar no carnaval de 87. A Beija Flor juntou sua competência em fazer carnavais campeões com a simplicidade do cantor eleito Rei da Música Popular Brasileira. Rolou a química e não poderia ser diferente. Mais uma vez, parabéns Beija-Flor de Nilópolis.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Querida Vozinha
| Vozinha com João Pedro |
A senhora foi a pessoa mais batalhadora que eu já conheci em minha vida. Nasceu pobrezinha em São Paulo, numa época em que as mulheres não tinham muita chance na vida. Aprendeu a ler de forma autodidata e foi para o Rio de Janeiro à procura de melhores dias.
Mesmo sem estudos, tenho que a senhora, também, foi uma das pessoas mais inteligentes e bem sucedidas que eu já vi, pois do nada, conseguiu fazer muito. Nisso reside a inteligência, fazer o melhor com o que se tem.
Sempre à frente de seu tempo, foi mãe solteira, já nos anos 50, criou o filho, e depois ajudou a criar os netos, eu e meu irmão. Sou muito grato por isso, muito mesmo.
Lembro muito quando te conheci, pelo menos do que posso chamar da primeira imagem que tive de ti. Quando chegou na casa de meu avô, com um bolo bem confeitado para comemorar o meu aniversário. Depois, morei com a senhora durante um tempo, e digo que vou morrer de saudades de muitas coisas pelas quais passamos juntos.
Gostava de trabalhar e como trabalhava. Fazia do trabalho sua válvula de escape. Pois estar na casa das patroas, fazendo sua diária, a tirava da realidade do mundo de solidão em que vivia. De seu trabalho, construiu sozinha duas casas e porque não dizer três, pois, muito contra gosto, criou o segundo andar de nossa casa em São Cristóvão.
Saía de casa bem cedo de manhã, como dizia, de domingo-a-domingo, e só voltava tardão da noite, mas sempre trazendo iogurte, presunto e outras tantas guloseimas que comíamos mesmo antes de deitar.
Era dada ao ofício de passadeira e faxina. Ninguém passava uma roupa tão bem quanto a senhora. Porém, era terrível na culinária, mas nunca comi uma batata frita tão bem feita... pelo menos não me lembro. Com a senhora aprendi a comer o mingau de fubá, pois até então, só comia, mingau de maizena com canela, herança de minha outra avó, portuguesa, já há muito falecida.
Fazia também a macarronada com carne moída, nos sábados, que era uma delícia. Não posso deixar de destacar por fim o ensopado de rã, por ordens médicas. Eles, os médicos, cismavam que eu era tão doentinho, e ensopado de rã era bom para anemia. Pelo menos era a única iguaria feita só para mim, e meu irmão não podia nem passar perto. Tanto que foi por causa dele que descobri que era ensopado de rã, pois a senhora dizia que era um tal ensopado de passarinho. Nossa, como era bom sopa de rã!
Era uma das clientes mais conhecidas da Adonis da Rua Miguel Lemos, em Copacabana, onde sempre comprava boa parte de nossas roupas, todas de muito boa qualidade. Pagava caro, mesmo no crediário, afinal era loja de gente rica, em bairro de gente rica.
Bobo aquele vendedor que não vendia para a senhora, por ser de origem, de jeito e aparência humilde. Até houve um louco que não quis vender à senhora uma TV de 29 polegadas, numa época em que quase niguém tinha tal aparelho em casa, nem os mais endinheirados. Ele teve a audácia de não atendê-la e ainda dizer que a senhora não tinha condições de comprar. A senhora foi, pegou o dinheiro, voltou na loja e comprou a TV. Ah, mas se eu fosse a senhora, não compraria com ele, compraria com o outro vendedor... não sei porque a senhora insistiu em comprar com ele.
Dos brinquedos que a senhora me deu, o Ferrorama foi o que eu mais gostei. E, a senhora ainda escondeu de uma criança de 10 anos, debaixo da cama, até chegar o dia do meu aniversário, como se eu não fosse achar. Fiquei muito feliz ao vê-lo debaixo da cama. Muito obrigado mesmo. Infelizmente, não deixaram que eu o guardasse para meu filho.
A senhora também foi um pouco ranziza, normal, tínhamos 10, 12 anos e a senhora já beirava os 50. Não deixava que escutássemos o som alto. E quando brigava com as patroas então, sai de baixo. Tínhamos que dormir a hora que a senhora quisesse, e ia dizendo: "Desligando...", enquanto colocava o dedo no botão da televisão. Quantos programas deixamos de assistir, porque a senhora simplesmente se incomodava pela luz emitida pela televisão, o som nem a incomodava tanto, mas a luz... e o led (Luzinha vermelha), do standby, virava e mexia, tinha um pano na frente, para o quarto ficar completamente escuro.
Tivemos momentos ruins também, como qualquer pessoa tem... tivemos nossas discussões e desentendimentos, muitas vezes até cheguei a pensar ter sido desprezado, mas graças a Deus, há muito não lembro mais disso, e quero dizer também, que nunca mais vou me lembrar. Minimizo qualquer problema que nós tivemos, e quero pedir desculpas se por acaso eu dei causa a qualquer um deles.
Era de leão, nascida em 15 de agosto, fazia aniversário um dia depois da Débora e um dia antes da Madonna. E, sabe que vocês tem muita coisa em comum! Era explosiva de uma hora para a outra, mas leve como a pluma imediatamente depois, pelo menos parecia não guardar raiva de ninguém. Virtude esta, característica das pessoas de leão, que acho que como bom virgiano perfeccionista, nunca vou conseguir alcançar.
Vou sentir muitas saudades e dentre todas as coisas: de sua fixação pelos cremes Nívea; da batata frita; de só dormir em quarto escuro; de querer que o lençol da cama estivesse muito esticado quando fosse se deitar; da completa falta de habilidade na cozinha e da sua grande habilidade em passar roupas. Obrigado por ter passado o vestido de casamento de Débora.
Agradeço a senhora por todo esforço que fez por nós, pensando em fazer de nós pessoas melhores; pelo Colégio Brasileiro de São Christóvão, pelo CCAA, pelo meu Ferrorama, pela minha máquina de escrever, pelas comidas já mencionadas, por ter passado três meses comigo em com Débora, por nossas idas à praia...
Fico triste por a senhora não ter cme visto formado e nem ter conhecido seu bisnetinho Davi . Ele é muito fofo, a senhora iria gostar muito dele.
Peço a Deus que lhe dê um bom descanso, que lhe acolha em seu imenso amor e lhe coloque no mais alto dos céus. Tenho certeza, que Ele verá que do pouco que lhe foi dado a senhora fez muito, e que os frutos em breve virão, em nós.
Descanse em paz e fique com Deus. Finalizo com uma canção, que sempre vi a senhora cantando:
Ai ioiô
Eu nasci pra sofrer
Fui olhar pra você
Meus zoinho fechô
E quando os zoio eu abri
Quis gritar, quis fugir
Mas você
Eu não sei porque
Você me chamou
Ai, ioiô
Tenha pena de mim
Meu senhor do Bonfim
Pode inté se zangar
E se ele um dia souber
Que você é que é
O ioiô de iaiá
Chorei toda noite, pensei
Nos beijos de amor que te dei
Ioiô meu benzinho do meu coração
Me leva pra casa, me deixa mais não
Chorei toda noite, pensei
Nos beijos de amor que te dei
Ioiô meu benzinho do meu coração
Me leva pra casa, me deixa mais não
| Vozinha com João Pedro ao final da Reza do Malheiro |
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Poder ao povo
Um rápido comentário sobre as manifestações contra ditadores que estão eclodindo em vários países árabes:
"Não há mais, no século XXI, espaço para ditadores e para aqueles que querem se perpetuar no poder".
Poder àquele que deveria deter o poder: O Povo.
"Não há mais, no século XXI, espaço para ditadores e para aqueles que querem se perpetuar no poder".
Poder àquele que deveria deter o poder: O Povo.
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| Manifestação do "Dia da Vitória", na Praça Tahrir,Egito (Reuters) |
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Experimentos de Final de Ano II
Eu sei que já se passaram mais de 30 dias do início deste ano. Mas, como prometi, quando postei a receita do tender, tenho que compartilhar uma outra experiência que tive no final do ano passado.
Ainda no mês de novembro, fui à agência dos correios local e perguntei sobre as cartinhas escritas para o Papai Noel. Eles me deram a informação que estavam esperando que fossem postadas e que deixariam num local reservado na agência. Aproximadamente um semana depois, quando estive na agência, avistei 4 cartinhas em um local, como me disseram, três delas escritas por meninos e uma por menina.
Decidi pegar a carta da menina e pedi algumas orientações aos próprios funcionários do correio. Eles me disseram que eu poderia ler a carta, se não concordasse, poderia devolver, caso contrário, deveria comprar os presentes e entrega-los ali na agência, que eles se encarregariam de entregar.
Li a carta e aí veio o susto. Nunca pensei que a criança pediria ao Papai Noel mais de um presente. Mas lógico... como eu não pensei nisso antes? Claro que a criança poderia pedir mais de um presente, afinal de contas, estava escrevendo para Papai Noel. Na carta, a menina fazia pedido de presentes para ela e para seus irmãos.
Um telefone celular (da moda), para ela; Uma boneca que fala, para a irmã; e, dois carrinhos de controle remoto, para os irmãos. E agora? Comprar quatro presentes não estava bem de acordo com que eu havia pensado, ainda mais, que era pedido um celular da moda. Fiquei entre a cruz e a espada, comprava ou não os presentes? Mas, eu li a carta, não queria desapontar a menina.
Comecei a procurar na internet os bons produtos com preço em conta. Foram alguns dias tentando, tentando, até descobrir onde compraria. Presentes de qualidade. Faltavam apenas 15 dias para o natal e veio o medo, de depois de pagos, os presentes não chegarem até a data em que Papai Noel deveria estar trabalhando.
Os presentes foram chegando, um por vez, o último a boneca que fala. Comprei uma boneca que conta charadas e depois dá a resposta, acredito que bem parecida com o louro josé. O celular, não teve jeito, foi o presente mais caro, porém não foi um smartphone, foi um telefone simples, com câmera, rádio e bluetooth, pois celular que se preza hoje tem que ter bluetooth.
Dia 24, à tarde, saímos para entregar os presentes. Quando chegamos na casa das crianças foi pura emoção. As crianças ficaram empolgadíssimas e nós, muito mais, apesar daquele nozinho na garganta, por ver as condições em que moram os familiares.
Uma grande coincidência a mensagem de natal da Rede Globo ser idêntica a essa experiência pela qual passamos. Acredito que todo mundo deveria tentar fazer o mesmo, ao menos uma vez, e fazer valer a máxima bíblica de que é mais abençoado dar do que receber.
Ainda no mês de novembro, fui à agência dos correios local e perguntei sobre as cartinhas escritas para o Papai Noel. Eles me deram a informação que estavam esperando que fossem postadas e que deixariam num local reservado na agência. Aproximadamente um semana depois, quando estive na agência, avistei 4 cartinhas em um local, como me disseram, três delas escritas por meninos e uma por menina.
Decidi pegar a carta da menina e pedi algumas orientações aos próprios funcionários do correio. Eles me disseram que eu poderia ler a carta, se não concordasse, poderia devolver, caso contrário, deveria comprar os presentes e entrega-los ali na agência, que eles se encarregariam de entregar.
Li a carta e aí veio o susto. Nunca pensei que a criança pediria ao Papai Noel mais de um presente. Mas lógico... como eu não pensei nisso antes? Claro que a criança poderia pedir mais de um presente, afinal de contas, estava escrevendo para Papai Noel. Na carta, a menina fazia pedido de presentes para ela e para seus irmãos.
Um telefone celular (da moda), para ela; Uma boneca que fala, para a irmã; e, dois carrinhos de controle remoto, para os irmãos. E agora? Comprar quatro presentes não estava bem de acordo com que eu havia pensado, ainda mais, que era pedido um celular da moda. Fiquei entre a cruz e a espada, comprava ou não os presentes? Mas, eu li a carta, não queria desapontar a menina.
Comecei a procurar na internet os bons produtos com preço em conta. Foram alguns dias tentando, tentando, até descobrir onde compraria. Presentes de qualidade. Faltavam apenas 15 dias para o natal e veio o medo, de depois de pagos, os presentes não chegarem até a data em que Papai Noel deveria estar trabalhando.
Os presentes foram chegando, um por vez, o último a boneca que fala. Comprei uma boneca que conta charadas e depois dá a resposta, acredito que bem parecida com o louro josé. O celular, não teve jeito, foi o presente mais caro, porém não foi um smartphone, foi um telefone simples, com câmera, rádio e bluetooth, pois celular que se preza hoje tem que ter bluetooth.
Dia 24, à tarde, saímos para entregar os presentes. Quando chegamos na casa das crianças foi pura emoção. As crianças ficaram empolgadíssimas e nós, muito mais, apesar daquele nozinho na garganta, por ver as condições em que moram os familiares.
Uma grande coincidência a mensagem de natal da Rede Globo ser idêntica a essa experiência pela qual passamos. Acredito que todo mundo deveria tentar fazer o mesmo, ao menos uma vez, e fazer valer a máxima bíblica de que é mais abençoado dar do que receber.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Não nos esqueçamos
O tempo passa e os momentos ruins de nossas vidas vão ficando para trás, restando mais evidentes na memória os bons momentos. Felizmente. Isso faz com que a vida se torne mais leve, pelo menos para as pessoas mais otimistas.
Há momentos e fatos, porém, que não podemos esquecer, até porque eles nos ajudam a não cometermos novamente os mesmos erros ou nos ensinam como agir diante dos dilemas que nos são apresentados pela vida dia a dia.
Ontem, assisti ao filme "O Menino do Pijama Listrado". Um filme sobre o holocausto, com uma ótica completamente diferente dos filmes que já vimos até então e muito mais emocionante que "A Vida é Bela".
Sensivelmente terno, o filme mostra a inocência de dois meninos que vivem em posições opostas durante a Segunda Guerra: Um judeu e um alemão. O alemão, com sua familia, se muda para uma casa no interior do país, próxima a uma campo de concentração. O judeu, juntamente com sua família, são prisioneiros desse campo. O alemão com seus espírito aventureiro e explorador acaba por encontrar o campo e mesmo com a barreira criada por uma cerca de arame farpado, dá início à uma grande amizade com o menino judeu.
O filme nos emudece com o seu final, além de mostrar alguns tópicos importantes, sobre como são desenvolvidas as grandes amizades; que as crianças não se prendem a preconceitos; e que nem todos os alemães compactuavam da loucura de Hitler e seus generais.
De maneira impressionante nos faz lembrar que jamais podemos nos esquecer que o holocausto foi uma realidade. E, que é um dos fatos que ajudam a humanidade a não cometer os mesmos erros.
Há momentos e fatos, porém, que não podemos esquecer, até porque eles nos ajudam a não cometermos novamente os mesmos erros ou nos ensinam como agir diante dos dilemas que nos são apresentados pela vida dia a dia.
Ontem, assisti ao filme "O Menino do Pijama Listrado". Um filme sobre o holocausto, com uma ótica completamente diferente dos filmes que já vimos até então e muito mais emocionante que "A Vida é Bela".
Sensivelmente terno, o filme mostra a inocência de dois meninos que vivem em posições opostas durante a Segunda Guerra: Um judeu e um alemão. O alemão, com sua familia, se muda para uma casa no interior do país, próxima a uma campo de concentração. O judeu, juntamente com sua família, são prisioneiros desse campo. O alemão com seus espírito aventureiro e explorador acaba por encontrar o campo e mesmo com a barreira criada por uma cerca de arame farpado, dá início à uma grande amizade com o menino judeu.
O filme nos emudece com o seu final, além de mostrar alguns tópicos importantes, sobre como são desenvolvidas as grandes amizades; que as crianças não se prendem a preconceitos; e que nem todos os alemães compactuavam da loucura de Hitler e seus generais.
De maneira impressionante nos faz lembrar que jamais podemos nos esquecer que o holocausto foi uma realidade. E, que é um dos fatos que ajudam a humanidade a não cometer os mesmos erros.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
"Entradas e Bandeiras"
Tempos depois do início da colonização brasileira, chegou-se à conclusão que no país haveria riquezas minerais idênticas às que estavam sendo descobertas na América Espanhola. Daí, iniciou-se uma aventura pelo centro do território brasileiro, que impulsionado pela busca do ouro, trouxe progresso e desenvolvimento às regiões das minas, até então desconhecidas.
Faço uma analogia do início do desenvolvimento do Tocantins ao daqueles que viveram as "Entradas e Bandeiras". Há vinte e dois anos, a parte norte excluída do Estado de Goiás, onde não havia estradas, a energia eleétrica era escassa e o povo vivia isolado, era instituída como Estado do Tocantins.
O Estado abriu suas portas àqueles que, com seu conhecimento e empreededorismo, pudessem contribuir com progresso e desenvolvimento. Firmou-se uma espécie de canteiro de obras, as estradas foram pavimentadas, a energia elétrica distribuída, o preço dos alimentos foi reduzido e a cultura e o conhecimento começaram a se solidificar.
O desenvolvimento é um caminho de mão dupla, pois levar desenvolvimento à regiões que antes eram quase inóspitas significa compartilhar com seus habitantes daquilo que já foi conquistado e obter como resultado a evolução de toda a nação, sair do status de subdesenvolvimento para o de país desenvolvido.
O país já conta com técnicos para tirar o desenvolvimento do papel, não dependendo apenas do governo. Porém cabe ao governantes apoiar e direcionar os recursos, a fim de que esse desenvolvimento ocorra de forma igualitária.
Tenho certeza que o Tocantins está no caminho certo. E assim como os bandeirantes que abriram mão do litoral e das não tão bem sucedidas capitanias hereditárias, devem agir os brasileiros, proporcionando desenvolvimento, pois o bem maior está muito além do metal, reside no bem estar social e econômico de todos.
Faço uma analogia do início do desenvolvimento do Tocantins ao daqueles que viveram as "Entradas e Bandeiras". Há vinte e dois anos, a parte norte excluída do Estado de Goiás, onde não havia estradas, a energia eleétrica era escassa e o povo vivia isolado, era instituída como Estado do Tocantins.
O Estado abriu suas portas àqueles que, com seu conhecimento e empreededorismo, pudessem contribuir com progresso e desenvolvimento. Firmou-se uma espécie de canteiro de obras, as estradas foram pavimentadas, a energia elétrica distribuída, o preço dos alimentos foi reduzido e a cultura e o conhecimento começaram a se solidificar.
O desenvolvimento é um caminho de mão dupla, pois levar desenvolvimento à regiões que antes eram quase inóspitas significa compartilhar com seus habitantes daquilo que já foi conquistado e obter como resultado a evolução de toda a nação, sair do status de subdesenvolvimento para o de país desenvolvido.
O país já conta com técnicos para tirar o desenvolvimento do papel, não dependendo apenas do governo. Porém cabe ao governantes apoiar e direcionar os recursos, a fim de que esse desenvolvimento ocorra de forma igualitária.
Tenho certeza que o Tocantins está no caminho certo. E assim como os bandeirantes que abriram mão do litoral e das não tão bem sucedidas capitanias hereditárias, devem agir os brasileiros, proporcionando desenvolvimento, pois o bem maior está muito além do metal, reside no bem estar social e econômico de todos.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Sarney, a votação de hoje
Há mais de um ano, quando o Senado estava borbulhando em escândalos, postei uma nota aqui dizendo que não acreditava na renúncia do senador-ex-presidente José Sarney. (Congresso, não é interessante?).
Muita água rolou por baixo da ponte: Ele não renunciou; não conseguiram colocá-lo para fora; e nem mesmo os escândalos da Assembléia Legislativa de Brasília conseguiram levar a capital à intervenção federal.
Hoje, com uma votação expressiva, o senador foi, novamente, eleito presidente do Senado Federal, prometendo que fará de seu último mandato o melhor de todos.
Não sou contra e nem a favor do senador. Só gostaria de registrar esse acontecimento: a votação de hoje. Até porque, nem tudo pode ser levado a ferro-e-fogo.
Ah, parabéns senador.
Muita água rolou por baixo da ponte: Ele não renunciou; não conseguiram colocá-lo para fora; e nem mesmo os escândalos da Assembléia Legislativa de Brasília conseguiram levar a capital à intervenção federal.
Hoje, com uma votação expressiva, o senador foi, novamente, eleito presidente do Senado Federal, prometendo que fará de seu último mandato o melhor de todos.
Não sou contra e nem a favor do senador. Só gostaria de registrar esse acontecimento: a votação de hoje. Até porque, nem tudo pode ser levado a ferro-e-fogo.
Ah, parabéns senador.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Até quando teremos que viver essas coisas?
Desde o primeiro dia de chuvas e desmoronamentos na região serrana do Rio de Janeiro, tenho assistido a quase todos os noticiários, acompanhado o sofrimento daqueles que perderam sua coisas, suas casas, seus familiares, suas vidas.
Cada dia é uma nova fase. Primeiro veio a fase mais difícil que foi a do soterramento de parte desses municípios, depois vieram os resgates, o sofrimento das vítimas, o acolhimento dos desabrigados, as doações de todo o país e finalmente, a triste notícia de que doenças poderão vir, a lama que está se transformando em poeira, além da hipotese de que poderá haver corpos de vítimas que nunca serão resgatados.
Hoje, quarta-feira, 19 de janeiro de 2011, o número de mortos já passa de 700, 704 para ser mais preciso agora às 23:52h. Certamente, cada família, perdeu pelo menos um de seus membros. É uma tristeza ver isso acontecendo. Parece que o mundo acabou para essas cidades e para essas pessoas.
Não há como não se emocionar diante de tanto sofrimento. Durante esses dias, cada pessoa resgatada com vida encheu nosso coração de felicidade: O menino e o pai resgatados juntos; o rapaz que suportou um peso de entulho de quatro metros em suas costas; e sem dúvida, o resgate de uma senhora salva pelos vizinhos com uma corda, que dias antes, sequer estava lá. Postarei aqui algumas frases retirada do Globo News Especial.
Vítimas:
"(...) a gente fica triste porque não sabe quando vai ter uma casa novamente."
"(...) as casas caídas, tem uma casa que caiu a casa todinha, tá uma calamidade senhor!"
"Como é que eu tô viva eu não sei. Agora como é que eu vou comprar tudo de eu não sei também. Não tenho condiçõs."
"(...) Oh, aqui tá pelo pescoço, lá dentro tá pior ainda."
Técnicos:
"(...) o que estamos colhendo com as mudanças climáticas (...) é que temos que fazer estudos também sobre o impacto do ambiente sobre o meio ambiente (...)"
"(...) hoje o que a gente vive é injusto de todos os pontos de vista, o país não é tão pobre assim, o país não é carente de recursos técnicos, não é carente de acesso a recursos tecnológicos, então, por que vivemos isso?"
"(...) não tem nada de aquecimento global, não tem nada de chuvas anômalas, todos nós sabemos desde que os índios chegaram aqui nesse lugar aqui, que se chove a bessa no verão. (...) Em 29 tivemos uma cheia tremenda aqui no Tietê, com chuvas que hoje são difíceis de serem alcançadas nos dias atuais.
"(...) No Brasil nós não temos desastres naturais, todos os nossos desastres, todos os nossos problemas tem a mão do homem induzindo ou potencializando problemas de origem natural."
"Não existe razão para que no Brasil vidas sejam perdidas devio a fenômenos meteorológicos."
"(...) dizer que alguém está seguro seria apostar a minha vida nisso, e é uma coisa que eu não faço."
Peço a Deus que dê paz a todas as famílias que estão passando por este problemão, muito difícil de se enfrentar, do qual essas pessoas jamais se esquecerão.
Cada dia é uma nova fase. Primeiro veio a fase mais difícil que foi a do soterramento de parte desses municípios, depois vieram os resgates, o sofrimento das vítimas, o acolhimento dos desabrigados, as doações de todo o país e finalmente, a triste notícia de que doenças poderão vir, a lama que está se transformando em poeira, além da hipotese de que poderá haver corpos de vítimas que nunca serão resgatados.
Hoje, quarta-feira, 19 de janeiro de 2011, o número de mortos já passa de 700, 704 para ser mais preciso agora às 23:52h. Certamente, cada família, perdeu pelo menos um de seus membros. É uma tristeza ver isso acontecendo. Parece que o mundo acabou para essas cidades e para essas pessoas.
Não há como não se emocionar diante de tanto sofrimento. Durante esses dias, cada pessoa resgatada com vida encheu nosso coração de felicidade: O menino e o pai resgatados juntos; o rapaz que suportou um peso de entulho de quatro metros em suas costas; e sem dúvida, o resgate de uma senhora salva pelos vizinhos com uma corda, que dias antes, sequer estava lá. Postarei aqui algumas frases retirada do Globo News Especial.
Vítimas:
"(...) a gente fica triste porque não sabe quando vai ter uma casa novamente."
"(...) as casas caídas, tem uma casa que caiu a casa todinha, tá uma calamidade senhor!"
"Como é que eu tô viva eu não sei. Agora como é que eu vou comprar tudo de eu não sei também. Não tenho condiçõs."
"(...) Oh, aqui tá pelo pescoço, lá dentro tá pior ainda."
Técnicos:
"(...) o que estamos colhendo com as mudanças climáticas (...) é que temos que fazer estudos também sobre o impacto do ambiente sobre o meio ambiente (...)"
"(...) hoje o que a gente vive é injusto de todos os pontos de vista, o país não é tão pobre assim, o país não é carente de recursos técnicos, não é carente de acesso a recursos tecnológicos, então, por que vivemos isso?"
"(...) não tem nada de aquecimento global, não tem nada de chuvas anômalas, todos nós sabemos desde que os índios chegaram aqui nesse lugar aqui, que se chove a bessa no verão. (...) Em 29 tivemos uma cheia tremenda aqui no Tietê, com chuvas que hoje são difíceis de serem alcançadas nos dias atuais.
"(...) No Brasil nós não temos desastres naturais, todos os nossos desastres, todos os nossos problemas tem a mão do homem induzindo ou potencializando problemas de origem natural."
"Não existe razão para que no Brasil vidas sejam perdidas devio a fenômenos meteorológicos."
"(...) dizer que alguém está seguro seria apostar a minha vida nisso, e é uma coisa que eu não faço."
Peço a Deus que dê paz a todas as famílias que estão passando por este problemão, muito difícil de se enfrentar, do qual essas pessoas jamais se esquecerão.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Começou o BBB
Mais uma vez, começou o Big Brother Brasil. Este ano o 11. O apresentador Pedro Bial até brincou com o fato da edição ter começado no dia 11/01/11, pior seria se tivesse iniciado em 11/11/11.
Bom, mas dessa vez, ainda bem que eu não assinei. Depois de me sentir ludibriado desde a edição em que o vencedor foi o Alemão. De lá pra cá, assinei ao BBB do Rafael, do Max e finalmente do Dourado, por quem eu não torcia. Já havia decidido não assinar mais com a vitória do Max, mas como minha sogra pediu, assinamos a do ano passado.
Prefiro assistir aos vts levados ao ar do que ter o sinal aberto 24h e acabar zangado.
Bom, mas dessa vez, ainda bem que eu não assinei. Depois de me sentir ludibriado desde a edição em que o vencedor foi o Alemão. De lá pra cá, assinei ao BBB do Rafael, do Max e finalmente do Dourado, por quem eu não torcia. Já havia decidido não assinar mais com a vitória do Max, mas como minha sogra pediu, assinamos a do ano passado.
Prefiro assistir aos vts levados ao ar do que ter o sinal aberto 24h e acabar zangado.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Experimentos de Final de Ano (I)
Nunca pensei em postar uma receita. Mas, ficou tão bom que aí vai.
Em jantar anual de comemoração pelo nosso aniversário de casamento (23/12), minha esposa e eu recebemos familiares e amigos.
Esse ano de 2010 foi diferente pois algumas pessoas, por problemas pessoais, não puderam estar presentes. E, pela primeira vez, passamos o Natal com a avó paterna de minha esposa. Daí, antecipamos a ceia de Natal, para os familiares mais próximos (irmãs e cunhados).
Além das comidas básicas de natal, tentamos um tender de presunto e não aquele tender comprado pronto, foi bem mais barato e ficou muito bom. Aí vai:
Ingredientes:
01 presunto perdigão de mais ou menos 3k
01 pacotinho de cravo da índia
02 l de coca-cola
Modo de preparo:
A receita foi tirada do site http://www.tudogostoso.com.br/. Não segui a risca a receita, até porque havia umas quinze pessoas somente, então reduzi o tamanho do presunto e a quantidade de coca-cola. Além disso, pela pressa, deixei apenas um dia na geladeira.
Em jantar anual de comemoração pelo nosso aniversário de casamento (23/12), minha esposa e eu recebemos familiares e amigos.
Esse ano de 2010 foi diferente pois algumas pessoas, por problemas pessoais, não puderam estar presentes. E, pela primeira vez, passamos o Natal com a avó paterna de minha esposa. Daí, antecipamos a ceia de Natal, para os familiares mais próximos (irmãs e cunhados).
Além das comidas básicas de natal, tentamos um tender de presunto e não aquele tender comprado pronto, foi bem mais barato e ficou muito bom. Aí vai:
Ingredientes:
01 presunto perdigão de mais ou menos 3k
01 pacotinho de cravo da índia
02 l de coca-cola
Modo de preparo:
- Faça cortes diagonais em todo o presunto;
- Enfie os cravos nas interseções dos cortes em uma parte do presunto;
- Coloque em um recipiente, depois coloque a coca-cola e deixe de molho, dentro da geladeira por três dias;
- Vire o presunto duas vezes por dia para que a coca-cola penetre bem no presunto;
- No quarto dia, retire o presunto e enrole com papel alumínio e asse por 45 minutos;
- Enquanto isso, leve a coca-cola ao fogo e deixe reduzir pela metade;
- Abra o presunto após os 45 minutos, regue com a coca-cola e coloque para dourar;
- Retire do forno, coloque em uma travessa, fatie em fatias bem finas;
- Regue com o caldo e sirva;
A receita foi tirada do site http://www.tudogostoso.com.br/. Não segui a risca a receita, até porque havia umas quinze pessoas somente, então reduzi o tamanho do presunto e a quantidade de coca-cola. Além disso, pela pressa, deixei apenas um dia na geladeira.
sábado, 8 de janeiro de 2011
O dilema do besouro
Nos últimos dois dias, tenho pensado em escrever algum comentário sobre o americano com voz de radialista, que teve um vídeo publicado no you tube, e que durante muito tempo viveu nas ruas depois de se entregar ao vício.
Anteontem à noite, quando saí de casa para ir ao jantar de comemoração de 4 anos de casamento de minha cunhada, vi um besouro no chão, de pernas para o ar, tentando, sem sucesso, virar e se por de pé. Pensei em ajudá-lo, fui virei o besouro e segui para o jantar.
Cheguei em casa, um pouco antes da meia-noite, e nem sinal do besouro, eu já nem me lembrava mais dele, apenas da história do radialista errante, que finalmente encontrara sua vida de volta, no cruzamento de uma estrada nos EUA, quando alguém deu importância à sua agonia.
Ontem antes de sair pela manhã, praticamente no mesmo lugar, se encontrava o besouro (ou outro), na mesma posição, pernas vibrantes para o ar, tentando voltar à posição normal. Novamente desvirei o besouro. Daí, caiu a ficha... pensei: "vou escrever sobre o radialista usando o tema do besouro".
Já li em algum lugar que os besouros podem ser considerados os "animais" mais fortes do mundo, pois conseguem suportar enorme peso em suas costas. Mas o que acontece quando eles caem de costas e não conseguem voltar à posição normal? Agora, pensando aqui, será que o meu caro besouro estava já em seu leito de morte? Não, não devia ser. Acho que acontece o seguinte: os besouros voam e quando batem em algum obstáculo acabam por cair de pernas para o ar.
Assim como o besouro o radialista americano caiu em desgraça, tendo o seu mundo virado de pernas para o ar, perdeu tudo, inclusive a dignidade, quando se entregou ao vício (conforme o divulgado na imprensa), inda mais na América, que o termo "loser" é tão fortemente usado.
Lá estava então o radialista, que já era um sem-teto, com a brilhante ideia de (também movimentar as perninhas) expor sua vida em cartaz e ir para um cruzamento mostrar aos passantes o seu "God's gift" (dom de Deus). Não há como não se sensibilizar... ainda mais hoje com a internet que o campo se torna mais amplo.
Em pouco tempo o radialista já estava com outra fisionomia e sendo chamado para trabalhar em rádios e até como locutor esportivo. Que Deus o abençõe. Assim como ele e o besouro, todo mundo merece uma nova chance de voar e ser feliz.
Anteontem à noite, quando saí de casa para ir ao jantar de comemoração de 4 anos de casamento de minha cunhada, vi um besouro no chão, de pernas para o ar, tentando, sem sucesso, virar e se por de pé. Pensei em ajudá-lo, fui virei o besouro e segui para o jantar.
Cheguei em casa, um pouco antes da meia-noite, e nem sinal do besouro, eu já nem me lembrava mais dele, apenas da história do radialista errante, que finalmente encontrara sua vida de volta, no cruzamento de uma estrada nos EUA, quando alguém deu importância à sua agonia.
Ontem antes de sair pela manhã, praticamente no mesmo lugar, se encontrava o besouro (ou outro), na mesma posição, pernas vibrantes para o ar, tentando voltar à posição normal. Novamente desvirei o besouro. Daí, caiu a ficha... pensei: "vou escrever sobre o radialista usando o tema do besouro".
Já li em algum lugar que os besouros podem ser considerados os "animais" mais fortes do mundo, pois conseguem suportar enorme peso em suas costas. Mas o que acontece quando eles caem de costas e não conseguem voltar à posição normal? Agora, pensando aqui, será que o meu caro besouro estava já em seu leito de morte? Não, não devia ser. Acho que acontece o seguinte: os besouros voam e quando batem em algum obstáculo acabam por cair de pernas para o ar.
Assim como o besouro o radialista americano caiu em desgraça, tendo o seu mundo virado de pernas para o ar, perdeu tudo, inclusive a dignidade, quando se entregou ao vício (conforme o divulgado na imprensa), inda mais na América, que o termo "loser" é tão fortemente usado.
Lá estava então o radialista, que já era um sem-teto, com a brilhante ideia de (também movimentar as perninhas) expor sua vida em cartaz e ir para um cruzamento mostrar aos passantes o seu "God's gift" (dom de Deus). Não há como não se sensibilizar... ainda mais hoje com a internet que o campo se torna mais amplo.
Em pouco tempo o radialista já estava com outra fisionomia e sendo chamado para trabalhar em rádios e até como locutor esportivo. Que Deus o abençõe. Assim como ele e o besouro, todo mundo merece uma nova chance de voar e ser feliz.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
"A televisão me deixou burro muito burro demais"
Mais uma vez, resolvo postar um comentário sobre coisas que nós assistimos na TV. Como sou um grande telespectador, acredito que tenho este direito. Desta vez, mais uma crítica às novelas das nove (que antes eram das oito).
O Brasil tem assistido à novela Passione, afinal, para o telespectador comum, que não tem condições de ter uma TV por assinatura, onde há mais diversificação de programação, fica difícil de não assistir.
Esta novela, ultimamente, tem tirado a minha paciência. E enchi o saco quando mataram o Totó. Primeiro, que acho uma afronta à sociedade, mostrar em rede nacional tal trama, de uma mulher planejando o assassinato de seu marido. Não que isso não acontece, mas como já disse aqui no blog, tais programas (podem dar) dão muita idéia às mentes vazias.
Pois então, no dia em que foram ao ar as imagens com o assassinato do Totó, parei de assistir a novela.
As novelas das nove se repetem demais. Há grande semelhança entre esta novela "Passione" e a novela "Belíssima". será que o povo não repara isso. Só não sei se o autor é o mesmo, mas acho que sim. Dentre as semelhanças, destaco:
1) Antes, em Belíssima, havia uma empresa no cerne da trama, uma fábrica de lingeries, agora o que há é uma fabrica de bicicletas e outros produtos, e a briga pelo controle acionário de ambas é o mesmo.
2) Trocaram gregos por troianos, quer dizer, por italianos.
3) Havia ainda muitas mortes, que tentavam fazer com que os telespectarores ficassem divagando quem seria o assassino, em "Passione" acontece o mesmo.
4) Havia uma Bia Falcão, nesta também há, que apenas mudou-se de lado. Passou para o lado bom da força, mas sofre como uma condenada, e não sei como ainda não bateu as botas, vendo sua família ser assassinada e sua empresa sendo roubada.
5) Ah, o vilão também é apaixonado por uma das mocinhas.
Fiquei sabendo, pelos sites, da própria Globo, que o tal Totó vai reaparecer. Quer dizer não morreu e tudo foi uma armação. Toda aquela palhaçada, cena mal filmada, de luta corporal, onde o suposto ladrão fica sem a arma e o bebezão de quase trinta anos, filho do Totó, fica na escada pedindo para a mulher do Totó atirar... SIMPLESMENTE PATÉTICO... o mais normal seria ele ter corrido e juntamente com o pai terem imobilizado o ladrão. Claro, NÃO SE DEVE REAGIR A ASSALTOS. E, isso eu deixo aqui como conselho.
Enfim, as últimas novelas do horário nobre da tv brasileira, tem sido uma verdadeira receita pronta, onde os autores vivem se repetindo, colocando os mesmos tipinhos, os mesmos casinhos, os mesmos paninhos de fundo, batido tudo no liquidificador e jogado na tela. E nós vamos assistindo, enquanto isso, o tempo passa...
O Brasil tem assistido à novela Passione, afinal, para o telespectador comum, que não tem condições de ter uma TV por assinatura, onde há mais diversificação de programação, fica difícil de não assistir.
Esta novela, ultimamente, tem tirado a minha paciência. E enchi o saco quando mataram o Totó. Primeiro, que acho uma afronta à sociedade, mostrar em rede nacional tal trama, de uma mulher planejando o assassinato de seu marido. Não que isso não acontece, mas como já disse aqui no blog, tais programas (podem dar) dão muita idéia às mentes vazias.
Pois então, no dia em que foram ao ar as imagens com o assassinato do Totó, parei de assistir a novela.
As novelas das nove se repetem demais. Há grande semelhança entre esta novela "Passione" e a novela "Belíssima". será que o povo não repara isso. Só não sei se o autor é o mesmo, mas acho que sim. Dentre as semelhanças, destaco:
1) Antes, em Belíssima, havia uma empresa no cerne da trama, uma fábrica de lingeries, agora o que há é uma fabrica de bicicletas e outros produtos, e a briga pelo controle acionário de ambas é o mesmo.
2) Trocaram gregos por troianos, quer dizer, por italianos.
3) Havia ainda muitas mortes, que tentavam fazer com que os telespectarores ficassem divagando quem seria o assassino, em "Passione" acontece o mesmo.
4) Havia uma Bia Falcão, nesta também há, que apenas mudou-se de lado. Passou para o lado bom da força, mas sofre como uma condenada, e não sei como ainda não bateu as botas, vendo sua família ser assassinada e sua empresa sendo roubada.
5) Ah, o vilão também é apaixonado por uma das mocinhas.
Fiquei sabendo, pelos sites, da própria Globo, que o tal Totó vai reaparecer. Quer dizer não morreu e tudo foi uma armação. Toda aquela palhaçada, cena mal filmada, de luta corporal, onde o suposto ladrão fica sem a arma e o bebezão de quase trinta anos, filho do Totó, fica na escada pedindo para a mulher do Totó atirar... SIMPLESMENTE PATÉTICO... o mais normal seria ele ter corrido e juntamente com o pai terem imobilizado o ladrão. Claro, NÃO SE DEVE REAGIR A ASSALTOS. E, isso eu deixo aqui como conselho.
Enfim, as últimas novelas do horário nobre da tv brasileira, tem sido uma verdadeira receita pronta, onde os autores vivem se repetindo, colocando os mesmos tipinhos, os mesmos casinhos, os mesmos paninhos de fundo, batido tudo no liquidificador e jogado na tela. E nós vamos assistindo, enquanto isso, o tempo passa...
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Assalto a Banco na Argentina: Já vimos esse filme
Desde a época em que era dono de uma videolocadora, já não sou mais, fechei pelas contingências do mercado durante o grande boom da pirataria, que penso que muitos filmes influenciam os pensamentos das pessoas, assim como novelas e outros tantos.
O caso do assalto ao banco na Argentina, durante a passagem de ano novo (2010/2011), por exemplo, me chamou a atenção. Um grupo de ladrões depois de alugar um imóvel próximo ao prédio da agência bancária, e depois de algum tempo no local, trabalhando na escavação de um túnel subterrâneo, conseguiram efetuar o assalto, sem que ninguém percebesse, mesmo com os alarmes.
Há menos de dez anos, um grupo de assaltantes fez o mesmo no Brasil, se não me engano, no roubo ao prédio do Banco Central da cidade de Recife. Aqui no Brasil, também alugaram um imóvel e ficaram morando e trabalhando na escavação de um túnel subterrâneo, e depois invadiram o prédio roubando uma vultuosa soma em dinheiro.
Esse assalto ao banco na Argentina e o modus operandi, então, já não são novidade para nós brasileiros. Já vimos este filme. Porém, muito antes do assalto ao Banco Central em Recife, o mundo já havia assistido ao filme hollywoodiano, de humor negro, "Os Matadores de Velhinhas", muito engraçado por sinal. No filme, estrelado por Tom Hanks, um grupo de ladrões aluga o porão de uma viúva e constrói um túnel ligando a casa a um cassino.
Este post não tem a pretensão de dizer que as pessoas não consigam pensar por si só, se deixando levar pelos filmes que assistem, apenas analisar perfunctoriamente as coincidências. Até o dia que assaltaram o prédio do Banco Central, não me lembro de ter ouvido falar de uma maneira tão audaciosa de assaltar um banco.
Antes de terminar, quero comentar também, que até o dia em que assisti ao filme "Vida Bandida", estrelado pela atriz Cate Blanchett, nunca havia ouvido falar na extorsão mediante sequestro praticada por assaltantes de banco que "visitam" os familiares de funcionários de bancos, passando a noite com eles e praticando o assalto pela manhã.
O caso do assalto ao banco na Argentina, durante a passagem de ano novo (2010/2011), por exemplo, me chamou a atenção. Um grupo de ladrões depois de alugar um imóvel próximo ao prédio da agência bancária, e depois de algum tempo no local, trabalhando na escavação de um túnel subterrâneo, conseguiram efetuar o assalto, sem que ninguém percebesse, mesmo com os alarmes.
Há menos de dez anos, um grupo de assaltantes fez o mesmo no Brasil, se não me engano, no roubo ao prédio do Banco Central da cidade de Recife. Aqui no Brasil, também alugaram um imóvel e ficaram morando e trabalhando na escavação de um túnel subterrâneo, e depois invadiram o prédio roubando uma vultuosa soma em dinheiro.
Esse assalto ao banco na Argentina e o modus operandi, então, já não são novidade para nós brasileiros. Já vimos este filme. Porém, muito antes do assalto ao Banco Central em Recife, o mundo já havia assistido ao filme hollywoodiano, de humor negro, "Os Matadores de Velhinhas", muito engraçado por sinal. No filme, estrelado por Tom Hanks, um grupo de ladrões aluga o porão de uma viúva e constrói um túnel ligando a casa a um cassino.
Este post não tem a pretensão de dizer que as pessoas não consigam pensar por si só, se deixando levar pelos filmes que assistem, apenas analisar perfunctoriamente as coincidências. Até o dia que assaltaram o prédio do Banco Central, não me lembro de ter ouvido falar de uma maneira tão audaciosa de assaltar um banco.
Antes de terminar, quero comentar também, que até o dia em que assisti ao filme "Vida Bandida", estrelado pela atriz Cate Blanchett, nunca havia ouvido falar na extorsão mediante sequestro praticada por assaltantes de banco que "visitam" os familiares de funcionários de bancos, passando a noite com eles e praticando o assalto pela manhã.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Boas Vindas à nossa Presidenta Dilma Rousseff
Assisti hoje a gravação que programei da posse da nossa (nova) Presidenta do Brasil. Minha mente viajou vendo as imagens e foi "aterrissar" há mais de vinte anos, num comício realizado na Candelária, centro do Rio.
Aquele era o último comício da campanha à presidência, quando Lula bateu Brizola e levou para o segundo turno a eleição. Infelizmente não foi daquela vez, e Fernando Collor foi eleito. Aqueles eram anos difíceis e para mim um dos mais complicados, até porque eu já antevia o que iria me acontecer tão logo Collor tomasse posse.
Desde aquela época, já apoiava o presidente Lula, apesar de não ser partidário. Era apenas trabalhador e acreditava, mesmo, que a minha situação só melhoraria com um presidente de esquerda. Tivemos Collor, Itamar, Fernando Henrique e para compensar a espera, oito anos de Lula. Demorou, chegou e agora passou.
Não posso dizer que minha situação melhorou nestes 20 anos por causa do governo. Se eu não fosse atrás e tentasse fazer os meus próprios caminhos, talvez, estaria até em pior condição. O irônico é que quando eu mais precisava, não tinha o apoio do governo e depois, já na era FHC, quando já começava a fazer parte de outra camada da sociedade, essa não era a mais apoiada e sim a que pagava a conta.
Voltando às gravações, foi muito emocionante. Essas ocasiões são assim. Gostei muito do discurso da primeira mulher eleita presidente do Brasil, em quse todos os tópicos, inclusive, quando lembrou dos companheiros tombaram lutando contra a ditadura. Imagino se aquelas celas que "hospedaram" Dilma pudessem imaginar que ali estava aquela que iria um dia presidir o Brasil. O que teriam feito?
Tenho um grande amigo, que hoje deve ter 60 e tantos anos que diz que a minha geração não fez nada pelo Brasil. Sempre o combatia nesse pensamento, dizendo que a geração dele sofreu tanto com aqueles anos, que de certo modo nos protegeu, para que não fizéssemos o que eles fizeram, e que a nossa falta de atitude não era medo ou preguiça de mudar as coisas.
Pensando em Dilma ou em Lula e até em Fernando Henrique, acho que ninguém sonha em ser Presidente da República, sonhamos em sermos médicos, advogados, bombeiros, policiais, professores, mas não presidentes... Ser presidente acho que acontece (um pouco) por acaso.
Hoje, estou imensamente feliz por ter visto, presenciado e vivido a mudança de pensamento de nosso povo. Hoje, já não ouço tanto dizerem que os brasileiros não sabem votar, como antigamente, o que me leva a pensar que estamos em pleno processo de amadurecimento. Os brasileiros que ficaram tantos anos sem votar para presidente, agora, estão alcançando uma certa maioridade em termos de eleição. Estamos sim no rumo certo.
Gostaria, neste momento, de desejar boas vindas à nossa Presidenta Dilma e desejar a ela um bom governo. Que possa acontecer muito mais agora do que aconteceu no governo do meu Querido Presidente. Pois, ainda tenho comigo, aquela fé, aquela semente de esperança, que um dia o Brasil vai ser uma das maiores nações deste mundo, pois desde criança, lutamos por isso. E, vamos continuar lutando por dias melhores.
Aquele era o último comício da campanha à presidência, quando Lula bateu Brizola e levou para o segundo turno a eleição. Infelizmente não foi daquela vez, e Fernando Collor foi eleito. Aqueles eram anos difíceis e para mim um dos mais complicados, até porque eu já antevia o que iria me acontecer tão logo Collor tomasse posse.
Desde aquela época, já apoiava o presidente Lula, apesar de não ser partidário. Era apenas trabalhador e acreditava, mesmo, que a minha situação só melhoraria com um presidente de esquerda. Tivemos Collor, Itamar, Fernando Henrique e para compensar a espera, oito anos de Lula. Demorou, chegou e agora passou.
Não posso dizer que minha situação melhorou nestes 20 anos por causa do governo. Se eu não fosse atrás e tentasse fazer os meus próprios caminhos, talvez, estaria até em pior condição. O irônico é que quando eu mais precisava, não tinha o apoio do governo e depois, já na era FHC, quando já começava a fazer parte de outra camada da sociedade, essa não era a mais apoiada e sim a que pagava a conta.
Voltando às gravações, foi muito emocionante. Essas ocasiões são assim. Gostei muito do discurso da primeira mulher eleita presidente do Brasil, em quse todos os tópicos, inclusive, quando lembrou dos companheiros tombaram lutando contra a ditadura. Imagino se aquelas celas que "hospedaram" Dilma pudessem imaginar que ali estava aquela que iria um dia presidir o Brasil. O que teriam feito?
Tenho um grande amigo, que hoje deve ter 60 e tantos anos que diz que a minha geração não fez nada pelo Brasil. Sempre o combatia nesse pensamento, dizendo que a geração dele sofreu tanto com aqueles anos, que de certo modo nos protegeu, para que não fizéssemos o que eles fizeram, e que a nossa falta de atitude não era medo ou preguiça de mudar as coisas.
Pensando em Dilma ou em Lula e até em Fernando Henrique, acho que ninguém sonha em ser Presidente da República, sonhamos em sermos médicos, advogados, bombeiros, policiais, professores, mas não presidentes... Ser presidente acho que acontece (um pouco) por acaso.
Hoje, estou imensamente feliz por ter visto, presenciado e vivido a mudança de pensamento de nosso povo. Hoje, já não ouço tanto dizerem que os brasileiros não sabem votar, como antigamente, o que me leva a pensar que estamos em pleno processo de amadurecimento. Os brasileiros que ficaram tantos anos sem votar para presidente, agora, estão alcançando uma certa maioridade em termos de eleição. Estamos sim no rumo certo.
Gostaria, neste momento, de desejar boas vindas à nossa Presidenta Dilma e desejar a ela um bom governo. Que possa acontecer muito mais agora do que aconteceu no governo do meu Querido Presidente. Pois, ainda tenho comigo, aquela fé, aquela semente de esperança, que um dia o Brasil vai ser uma das maiores nações deste mundo, pois desde criança, lutamos por isso. E, vamos continuar lutando por dias melhores.
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