Opiniões. Nem sempre as mais adequadas, corretas ou sensatas, mas sem intenção de causar dano a ninguém.
sábado, 19 de novembro de 2011
1, 2, 3, 4...
"Dois são mais do que suficientes, se assim não fosse seriam três ou quatro, com as devidas particularidades. Mas, apenas dois são eternamente necessários." (Bruno Costa)
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
11do11de11
Na semana passada, muitos posts correram a Internet sobre a coincidência numérica da data 11/11/11. Gostaria, mesmo que já decorridos, deixar também alguma coisa registrada no blog. Também uma foto, tirada do painel do carro ...
Vendo essa coincidência de data, e percebendo que tantas já se foram e outras mais, se Deus quiser virão, só posso dizer: "O doce perguntou pro doce, qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce... O doce respondeu pro doce que o doce mais doce que o doce de batata-doce é o doce de batata-doce". (nonsense).
Vendo essa coincidência de data, e percebendo que tantas já se foram e outras mais, se Deus quiser virão, só posso dizer: "O doce perguntou pro doce, qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce... O doce respondeu pro doce que o doce mais doce que o doce de batata-doce é o doce de batata-doce". (nonsense).
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Às vezes o silêncio é a melhor resposta ...
... mas nem sempre se coaduna com o meu estilo. Portanto, deixo registrado meu pensamento neste momento.
Quando, na semana passada, recebi a avaliação sobre um trabalho proposto pela disciplina de Português Jurídico, cheguei a hesitar em publicá-lo no meu blog. Isso porque o conteúdo, ainda, consegue gerar polêmicas. Porém, como tenho publicado todos os textos, resolvi que este não poderia ficar de fora, até porque se ficasse, estaria tratando o próprio texto com desdém.
Diga-se de passagem que o referido texto era para ser escrito por duas pessoas, e assim, apresentado por essas mesmas pessoas. Como disse anteriormente, o assunto é polêmico, e já no nascedouro tive problemas com ele. O colega, selecionado pela professora para compor a dupla, na última hora não apareceu, assim tive que apresentar o texto sozinho.
De certa forma achei justo apresentar sozinho, pois o colega sequer ajudou a compor o texto. Pense num texto que deu trabalho em escrever. Foi necessária uma pesquisa, que se deu principalmente através da internet, e nem tudo que ali está escrito foi fundamentado de acordo com a própria convicção.
Texto difícil, inda mais para um acadêmico de direito, que aspira ser sobretudo um defensor da justiça, esta que está em patamar superior ao daquele, sendo o direito apenas um instrumento para que a justiça consiga cumprir seu papel.
Mas, voltando ao texto e à minha inquietação. Tendo publicado o texto, com um misto de coragem e medo de algum comentário que pudesse vir, pensei que quem lesse pudesse apreciá-lo apenas como um trabalho acadêmico, que foi.
Surpreendi-me, portanto, com algum comentário recebido, pessoalmente, e não através do canal por onde foi publicado, no post no blog. Confesso que se recebesse o comentário por aqui, me deixaria menos irritado. O que fazer? Dei a cara a tapa, mesmo me cercando de cuidados para não me enveredar por caminhos desconhecidos e que puderiam gerar uma polêmica particular.
Falo do post Discurso sobre a homofobia.
Agradeço a quem leu... agradeço a quem se absteve de comentar... agradeço, também, a quem comentou...
Retomando o título desse post, verifico que o silêncio não é a melhor resposta. Talvez, melhor fosse que eu tivesse levantado minha voz no exato momento em que a prezada docente da disciplina de Português Jurídico impôs o tema... por outro lado, pensando melhor, o silêncio foi salutar, pois teria como objeto de esuto assuntos mais do que batidos, como homicídio, tráfico de drogas, estupro... caminhos que, graças a Deus, também são desconhecidos a mim.
Quando, na semana passada, recebi a avaliação sobre um trabalho proposto pela disciplina de Português Jurídico, cheguei a hesitar em publicá-lo no meu blog. Isso porque o conteúdo, ainda, consegue gerar polêmicas. Porém, como tenho publicado todos os textos, resolvi que este não poderia ficar de fora, até porque se ficasse, estaria tratando o próprio texto com desdém.
Diga-se de passagem que o referido texto era para ser escrito por duas pessoas, e assim, apresentado por essas mesmas pessoas. Como disse anteriormente, o assunto é polêmico, e já no nascedouro tive problemas com ele. O colega, selecionado pela professora para compor a dupla, na última hora não apareceu, assim tive que apresentar o texto sozinho.
De certa forma achei justo apresentar sozinho, pois o colega sequer ajudou a compor o texto. Pense num texto que deu trabalho em escrever. Foi necessária uma pesquisa, que se deu principalmente através da internet, e nem tudo que ali está escrito foi fundamentado de acordo com a própria convicção.
Texto difícil, inda mais para um acadêmico de direito, que aspira ser sobretudo um defensor da justiça, esta que está em patamar superior ao daquele, sendo o direito apenas um instrumento para que a justiça consiga cumprir seu papel.
Mas, voltando ao texto e à minha inquietação. Tendo publicado o texto, com um misto de coragem e medo de algum comentário que pudesse vir, pensei que quem lesse pudesse apreciá-lo apenas como um trabalho acadêmico, que foi.
Surpreendi-me, portanto, com algum comentário recebido, pessoalmente, e não através do canal por onde foi publicado, no post no blog. Confesso que se recebesse o comentário por aqui, me deixaria menos irritado. O que fazer? Dei a cara a tapa, mesmo me cercando de cuidados para não me enveredar por caminhos desconhecidos e que puderiam gerar uma polêmica particular.
Falo do post Discurso sobre a homofobia.
Agradeço a quem leu... agradeço a quem se absteve de comentar... agradeço, também, a quem comentou...
Retomando o título desse post, verifico que o silêncio não é a melhor resposta. Talvez, melhor fosse que eu tivesse levantado minha voz no exato momento em que a prezada docente da disciplina de Português Jurídico impôs o tema... por outro lado, pensando melhor, o silêncio foi salutar, pois teria como objeto de esuto assuntos mais do que batidos, como homicídio, tráfico de drogas, estupro... caminhos que, graças a Deus, também são desconhecidos a mim.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Cartas ao país dos sonhos.
Exercício proposto pela disciplina de Direito Constitucional, após exibição do vídeo "Cartas ao país dos sonhos". Adorei escrevê-lo.É muito interessante ver um texto nascer, tomar forma e crescer.
Como instituir uma nova ordem nacional, rompendo com o
passado, e preparar o país do futuro? Como é possível criar uma nova
Constituição, depois de longos anos de ditadura militar, sem tratar cada pessoa
como verdadeira célula do corpo deste gigante chamado Brasil?
Provavelmente não foram, ipsis litteris, essas as perguntas que pairaram nas mentes dos
membros da Assembleia Constituinte de 1987. Porém, a brilhante posição adotada
por aqueles homens e mulheres, que tiveram nas mãos a responsabilidade de criar
a Nova Lei Maior, nos leva a crer que o sentimento à época pode, perfeitamente,
ser traduzido por tais indagações.
Um país que acabava de sair de um longo período de
repressão aos direitos mais fundamentais de expressão, sem democracia, onde quem
expressava ser contra o regime era brutalmente vilipendiado, necessitava
urgentemente se recompor e fechar as cicatrizes de tantas atrocidades. Nesse
cenário e ainda embalada pelo movimento Diretas
Já, foi instituída a Assembleia Nacional Constituinte, que assim,
conclamava todo o povo brasileiro a participar desse fato inédito da História
Brasileira.
Conclamar a população, por si só, seria inócuo se não
fossem criados canais de comunicação que permitissem a efetiva participação
popular. Surgia, então, a “Carta ao País
dos Sonhos”, que consistia em formulários colocados à disposição nas
agências dos Correios, dando oportunidade a quem não tinha condições de se
juntar às inúmeras comitivas com destino à Brasília, para também expressar suas
ideias, sugestões e, assim, seus sonhos.
De todos os cantos do país foram chegando à Brasília, as
sugestões que embasaram a nossa Constituição atual nas áreas de saúde, reforma
agrária, combate à corrupção, direito da mulher, do indígena, educação, além
de, primordialmente, exigir que se fizesse garantir todos direitos usurpados
pelo já mencionado período ditatorial.
Cada carta trazia não somente sugestões, mas
principalmente o sonho de se criar um país melhor, mais digno e democrático
para si e também para as gerações futuras. Hoje, quase 30 anos depois, aqueles
remetentes podem observar o fato sob duas óticas: a inicial, que definiria o
país idealizado; e a outra, a diferença consistente entre estes e aqueles dias,
as conquistas e tudo o há de se conquistar para alcançarmos, de fato, uma “Constituição
Cidadã”, e para que o Brasil possa cumprir o seu destino: “Ser o país do
futuro!”.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Discurso sobre a homofobia
Trabalho proposto pela disciplina de Português Jurídico, após aula ministrada sobre Oratória. Fomos divididos em duplas e indicados os diversos temas às duplas. Texto de minha autoria, para ser lido, em discurso, pela dupla. Pena que o outro colega faltou...
Diz o Princípio
da Isonomia: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
natureza (...)”.
O Princípio
da Dignidade da Pessoa Humana se fundamenta na seguinte ideia: “A pessoa humana
é um fim em si mesmo, não podendo ser instrumentalizada ou descartada em função
das características que lhe conferem individualidade e imprimem sua dinâmica
pessoal”.
Como
homens, até podemos ter diferentes ideias sobre heterossexuais, homossexuais,
bissexuais, transexuais ou pansexuais; sobre o gênero feminino ou masculino;
sobre negros e brancos, amarelos ou vermelhos; porém, como acadêmicos de
Direito e futuros defensores da liberdade, da igualdade e principalmente da
justiça, não podemos coadunar com qualquer tipo de discriminação, inclua-se aí
a homofobia.
A
homofobia é caracterizada pelo medo e desprezo que alguns indivíduos sentem pelos
homossexuais. É termo usado para descrever uma repulsa face às relações
afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Mas, qual a origem desse medo?
O medo vem do preconceito de não se conhecer a realidade daquele que está
inserido nesse contexto, ou ainda, no sentido mais profundo da palavra, decorre
também, do medo de se tornar homossexual.
Qualquer
um tem direito de ter medo, além de não querer conhecer da realidade do outro,
mas discriminar o outro por sua condição homossexual configura a homofobia, é o
próprio ato homofóbico. Você tem medo do quê?
São
definidos como atos homofóbicos: a injúria, a difamação, gestos e mímicas
obscenas, antipatia, ironia, sarcasmo, insinuações e qualquer outra forma de se
criticar e banalizar o homossexual; o que fere os princípios acima elencados. A
prática de tais atos é tão desprezível que uma pessoa sozinha não tem coragem
de executá-los, mesmo que a vítima esteja também desacompanhada, ou seja,
precisa de um amparo, alguém com quem se possa dividir a culpa, fazer parte do
grupo.
A homofobia
poderia ser aceitável há vinte, trinta ou quarenta anos, quando sequer o termo
ainda existia, período esse dominado pelo machismo na sociedade. Sabe-se que o
machismo é a ideologia que defende a supremacia do homem, a atitude de
dominação do homem em relação à mulher, não aceitando a igualdade de direitos.
Tomamos
aqui, a ousadia, de estender a idéia de machismo, também, à dominação em
relação a outros homens, seres humanos, pois foi, ou ainda o é, da natureza dos
nascidos do sexo masculino.
Muitas
foram as atrocidades que ocorreram na humanidade, exatamente por causa do
desrespeito e o desprezo pelos direitos humanos, tendo como marco a 2ª Guerra
Mundial, tanto que três anos mais tarde, no dia 10 de dezembro de 1948, as nações
decidem firmar a “Declaração Universal
dos Direitos Humanos”, baseada também na igualdade, liberdade e
fraternidade.
A “Declaração Universal dos Direitos Humanos”,
contudo, não teve o condão de mudar por completo o pensamento humano, mas como
Carta Internacional de Intenções, deu o primeiro passo para que as gerações
seguintes fossem percebendo a importância dos direitos da pessoa humana.
Voltando
o foco para aquelas pessoas que são vítimas da homofobia, lembramos aos caros
concidadãos as agruras por que passam tais indivíduos. O preconceito só faz
afastar as pessoas e impedir que elas desenvolvam plenamente suas habilidades.
Há estudos que afirmam que muitos que sofrem desse tipo de preconceito são mais
propensos à depressão, pensam ou já pensaram em cometer suicídio. Outros,
ainda, se retraem e passam a assumir uma outra posição, negam a si mesmo e
constroem toda uma vida de fachada, casam-se, têm filhos, só para se livrarem
do preconceito, isso quando não acabam vivendo uma vida dupla. Afinal, a nossa
sociedade, hipócrita não apenas neste aspecto, tem mais tolerância para com
estes do que com aqueles.
Poderíamos,
finalmente, elencar tantos outros motivos e princípios para, a partir deste
momento, integrarmos não o rol de simpatizantes da causa, mas daqueles que,
sobretudo, defendem a justiça. Terminamos, então, a nossa fala com o maior de
todos os princípios, preconizado por um homem que não olhava a exterioridade de
seu semelhante, mas sim o seu coração: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
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