Tive a petulância de colocar este comentário no Facebook do LFG.
Plebiscito já, com toda a vênia! Possivelmente todas essas mazelas por que passa a população brasileira se dão pela maneira com que os políticos costumam se portar. É UMA QUESTÃO DE OPORTUNIDADE NESTE MOMENTO. Sabe-se que a Presidente(a) não é a única a quem deva se imputar todas essas ineficiências. Se deixarmos passar essa chance, eles nunca irão votar as leis que favorecem o povo e continuarão votando de acordo e no tempo que favoreça quem os favorece.
Se não fosse a mudança de atitude do povo, a tão propalada PEC 37, que deixava não só o MP com o cabelo em pé, passaria facilmente pelo CN. E se eles ouviram o apelo das ruas, certamente, neste ponto, foi dos inúmeros estudantes de direito.
De que adianta votar texto de lei que inclui corrupção em hediondo (não vi o texto, seria apenas mais um inciso, não?), e cominar apenas 4 anos como pena mínima? A partir da promulgação da lei serão todos os "novos" corruptos serão primários. Se o tráfico já admite regime inicial semiaberto, breve, corrupção estará no mesmo patamar.
De que adianta (finalmente, desde 1888) igualar os domésticos a todo restante da classe trabalhadora e não regulamentar questões pontuais, deixando quase tudo da mesma forma (só para inglês ver?). Olha que quem tinha um pouco mais de consciência já garantia (ilegalmente?) todos os direitos básicos aos domésticos.
É surpreendente como ficamos sabendo o nome de nossos governantes eleitos e em menos de 24 anos, mas, ainda não termos uma participação mais ativa em todo o processo político senão um voto a cada 2 anos (nem todo mundo tem a coragem de se afiliar a um partido político, até por "vergonha). O mundo cada vez menor, "organizado", virtualizado... está mais que na hora do povo, de casa, participar, mesmo que tal participação seja de menor grau, afinal, não é de dificultosos 1% do eleitorado brasileiro o "quorum" para projeto de lei popular?
Não podemos mais aceitar que o povo brasileiro, frente à uma máquina dos TREs só saiba digitar uma pequena sequência de números. Não somos mais os mesmos desde a CF88. Está mais que na hora do povo "habitar" na casa do povo. Por isso que sou favorável ao plebiscito, pois acredito que somos maduros suficientes, mesmo no calor das emoções, de separar o joio do trigo. Está mais que na hora do POVO "habitar" na CASA do POVO.
Otahco
Opiniões. Nem sempre as mais adequadas, corretas ou sensatas, mas sem intenção de causar dano a ninguém.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
Digo não à Greve Geral!
Nesses dias de manifestações e sensação de que não seremos mais os mesmos, as pessoas, podem, às vezes sugerir atos que para mim beiram as raias da anarquia.
Não posso compactuar com uma greve geral... acho que apesar de tudo já estamos em outro patamar senão verifiquem as manifestações da semana passada... nem por isso as pessoas cruzaram totalmente os braços...
... não é hora de cruzar os braços e sim de movimentá-los, quer contra a corrupção, contra a falta de educação, a falta de saúde, de aeroportos, e bla bla...
... sou de uma época em que se morria de fome, faltava comida... hoje não é isso o que acontece... então desculpem-me por não apoiar tal manifestação principalmente os amigos que ganham mais de 10 mínimos."
Hoje, recebi, pelo facebook, convite para participar de uma Greve Geral no dia 1º de julho. Não é a primeira nem a única, porém a primeira que se diz contra a corrupção.
Não concordo em aderir à uma greve geral, até porque sou pessoa de outra época, em que Greve Geral era por arrocho salarial, desemprego, alta inflação. Dessa vez não. Pelo menos não é o que tem acontecido em meu país. As prioridades mudaram.
Eis minha resposta aos convites:
"Aos meus queridos amigos que me mandam link sobre greve dia 1º.
Não posso compactuar com uma greve geral... acho que apesar de tudo já estamos em outro patamar senão verifiquem as manifestações da semana passada... nem por isso as pessoas cruzaram totalmente os braços...
... não é hora de cruzar os braços e sim de movimentá-los, quer contra a corrupção, contra a falta de educação, a falta de saúde, de aeroportos, e bla bla...
... sou de uma época em que se morria de fome, faltava comida... hoje não é isso o que acontece... então desculpem-me por não apoiar tal manifestação principalmente os amigos que ganham mais de 10 mínimos."
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
'A Vida (Não) é Uma Xícara de Chá'
Todos esses anos, como já viram em posts meus anteriores, fui um espectador do programa Big Brother Brasil. Sempre achei a ideia do programa interessante, bem como de um tantos outros realities, pois podemos analisar como as pessoas reagem a certos acontecimentos.
No caso do BBB, Big Brother Brasil, definitivamente joguei a toalha. Vontade essa que começou desde a edição em que o Alemão foi o vitorioso, exatamente a primeira edição que decidi assinar pay-per-view. Depois ainda assinei a edição do tal Rafinha (que detestei), seguido da edição do tal Max (pior ainda).
Felizmente, não assinei mais, e como a maioria da população, continuei assistindo o programa editado, que não dá uma melhor noção do que realmente acontece, onde as pessoas vêem apenas o que os editores reservam.
Com todo o imbróglio causado não sei por quem, dizem que pelos internautas, ... decidi nunca mais assistir o programa, além de não gravar os flashes exibidos pelo Multishow, pois ontem, com as palavras do apresentador, vi o que aprendi com os diversos pay-perviews assinados, erros grotescos que, inclusive, induzem ao público pensar em manipulação.
Os críticos esvoaçantes de outras emissoras caem matando mesmo. E, sinceramente, as palavras do apresentador, ..., deram a sensação de que o público não tem tanta influência no programa. Usar uma piada tola sobre a xícara de chá, se a vida é ou não uma xícara de chá, soou como a vida não é do jeito que o público ou os críticos querem, mas sim dos donos do programa...
Por fim, acredito, que essa edição será sim, a pior de todos os tempos, e talvez a mais preconceituosa, pois eliminaram um rapaz negro por gostar de fazer sexo,com mulher, diga-se de passagem, e depois de uma pessoa gordinha. De qualquer forma, ficaram entre a cruz e a espada... Realmente, a vida não é uma xícara de chá... Mesmo assim, não assisto mais isso.
No caso do BBB, Big Brother Brasil, definitivamente joguei a toalha. Vontade essa que começou desde a edição em que o Alemão foi o vitorioso, exatamente a primeira edição que decidi assinar pay-per-view. Depois ainda assinei a edição do tal Rafinha (que detestei), seguido da edição do tal Max (pior ainda).
Felizmente, não assinei mais, e como a maioria da população, continuei assistindo o programa editado, que não dá uma melhor noção do que realmente acontece, onde as pessoas vêem apenas o que os editores reservam.
Com todo o imbróglio causado não sei por quem, dizem que pelos internautas, ... decidi nunca mais assistir o programa, além de não gravar os flashes exibidos pelo Multishow, pois ontem, com as palavras do apresentador, vi o que aprendi com os diversos pay-perviews assinados, erros grotescos que, inclusive, induzem ao público pensar em manipulação.
Os críticos esvoaçantes de outras emissoras caem matando mesmo. E, sinceramente, as palavras do apresentador, ..., deram a sensação de que o público não tem tanta influência no programa. Usar uma piada tola sobre a xícara de chá, se a vida é ou não uma xícara de chá, soou como a vida não é do jeito que o público ou os críticos querem, mas sim dos donos do programa...
Por fim, acredito, que essa edição será sim, a pior de todos os tempos, e talvez a mais preconceituosa, pois eliminaram um rapaz negro por gostar de fazer sexo,
sábado, 19 de novembro de 2011
1, 2, 3, 4...
"Dois são mais do que suficientes, se assim não fosse seriam três ou quatro, com as devidas particularidades. Mas, apenas dois são eternamente necessários." (Bruno Costa)
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
11do11de11
Na semana passada, muitos posts correram a Internet sobre a coincidência numérica da data 11/11/11. Gostaria, mesmo que já decorridos, deixar também alguma coisa registrada no blog. Também uma foto, tirada do painel do carro ...
Vendo essa coincidência de data, e percebendo que tantas já se foram e outras mais, se Deus quiser virão, só posso dizer: "O doce perguntou pro doce, qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce... O doce respondeu pro doce que o doce mais doce que o doce de batata-doce é o doce de batata-doce". (nonsense).
Vendo essa coincidência de data, e percebendo que tantas já se foram e outras mais, se Deus quiser virão, só posso dizer: "O doce perguntou pro doce, qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce... O doce respondeu pro doce que o doce mais doce que o doce de batata-doce é o doce de batata-doce". (nonsense).
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Às vezes o silêncio é a melhor resposta ...
... mas nem sempre se coaduna com o meu estilo. Portanto, deixo registrado meu pensamento neste momento.
Quando, na semana passada, recebi a avaliação sobre um trabalho proposto pela disciplina de Português Jurídico, cheguei a hesitar em publicá-lo no meu blog. Isso porque o conteúdo, ainda, consegue gerar polêmicas. Porém, como tenho publicado todos os textos, resolvi que este não poderia ficar de fora, até porque se ficasse, estaria tratando o próprio texto com desdém.
Diga-se de passagem que o referido texto era para ser escrito por duas pessoas, e assim, apresentado por essas mesmas pessoas. Como disse anteriormente, o assunto é polêmico, e já no nascedouro tive problemas com ele. O colega, selecionado pela professora para compor a dupla, na última hora não apareceu, assim tive que apresentar o texto sozinho.
De certa forma achei justo apresentar sozinho, pois o colega sequer ajudou a compor o texto. Pense num texto que deu trabalho em escrever. Foi necessária uma pesquisa, que se deu principalmente através da internet, e nem tudo que ali está escrito foi fundamentado de acordo com a própria convicção.
Texto difícil, inda mais para um acadêmico de direito, que aspira ser sobretudo um defensor da justiça, esta que está em patamar superior ao daquele, sendo o direito apenas um instrumento para que a justiça consiga cumprir seu papel.
Mas, voltando ao texto e à minha inquietação. Tendo publicado o texto, com um misto de coragem e medo de algum comentário que pudesse vir, pensei que quem lesse pudesse apreciá-lo apenas como um trabalho acadêmico, que foi.
Surpreendi-me, portanto, com algum comentário recebido, pessoalmente, e não através do canal por onde foi publicado, no post no blog. Confesso que se recebesse o comentário por aqui, me deixaria menos irritado. O que fazer? Dei a cara a tapa, mesmo me cercando de cuidados para não me enveredar por caminhos desconhecidos e que puderiam gerar uma polêmica particular.
Falo do post Discurso sobre a homofobia.
Agradeço a quem leu... agradeço a quem se absteve de comentar... agradeço, também, a quem comentou...
Retomando o título desse post, verifico que o silêncio não é a melhor resposta. Talvez, melhor fosse que eu tivesse levantado minha voz no exato momento em que a prezada docente da disciplina de Português Jurídico impôs o tema... por outro lado, pensando melhor, o silêncio foi salutar, pois teria como objeto de esuto assuntos mais do que batidos, como homicídio, tráfico de drogas, estupro... caminhos que, graças a Deus, também são desconhecidos a mim.
Quando, na semana passada, recebi a avaliação sobre um trabalho proposto pela disciplina de Português Jurídico, cheguei a hesitar em publicá-lo no meu blog. Isso porque o conteúdo, ainda, consegue gerar polêmicas. Porém, como tenho publicado todos os textos, resolvi que este não poderia ficar de fora, até porque se ficasse, estaria tratando o próprio texto com desdém.
Diga-se de passagem que o referido texto era para ser escrito por duas pessoas, e assim, apresentado por essas mesmas pessoas. Como disse anteriormente, o assunto é polêmico, e já no nascedouro tive problemas com ele. O colega, selecionado pela professora para compor a dupla, na última hora não apareceu, assim tive que apresentar o texto sozinho.
De certa forma achei justo apresentar sozinho, pois o colega sequer ajudou a compor o texto. Pense num texto que deu trabalho em escrever. Foi necessária uma pesquisa, que se deu principalmente através da internet, e nem tudo que ali está escrito foi fundamentado de acordo com a própria convicção.
Texto difícil, inda mais para um acadêmico de direito, que aspira ser sobretudo um defensor da justiça, esta que está em patamar superior ao daquele, sendo o direito apenas um instrumento para que a justiça consiga cumprir seu papel.
Mas, voltando ao texto e à minha inquietação. Tendo publicado o texto, com um misto de coragem e medo de algum comentário que pudesse vir, pensei que quem lesse pudesse apreciá-lo apenas como um trabalho acadêmico, que foi.
Surpreendi-me, portanto, com algum comentário recebido, pessoalmente, e não através do canal por onde foi publicado, no post no blog. Confesso que se recebesse o comentário por aqui, me deixaria menos irritado. O que fazer? Dei a cara a tapa, mesmo me cercando de cuidados para não me enveredar por caminhos desconhecidos e que puderiam gerar uma polêmica particular.
Falo do post Discurso sobre a homofobia.
Agradeço a quem leu... agradeço a quem se absteve de comentar... agradeço, também, a quem comentou...
Retomando o título desse post, verifico que o silêncio não é a melhor resposta. Talvez, melhor fosse que eu tivesse levantado minha voz no exato momento em que a prezada docente da disciplina de Português Jurídico impôs o tema... por outro lado, pensando melhor, o silêncio foi salutar, pois teria como objeto de esuto assuntos mais do que batidos, como homicídio, tráfico de drogas, estupro... caminhos que, graças a Deus, também são desconhecidos a mim.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Cartas ao país dos sonhos.
Exercício proposto pela disciplina de Direito Constitucional, após exibição do vídeo "Cartas ao país dos sonhos". Adorei escrevê-lo.É muito interessante ver um texto nascer, tomar forma e crescer.
Como instituir uma nova ordem nacional, rompendo com o
passado, e preparar o país do futuro? Como é possível criar uma nova
Constituição, depois de longos anos de ditadura militar, sem tratar cada pessoa
como verdadeira célula do corpo deste gigante chamado Brasil?
Provavelmente não foram, ipsis litteris, essas as perguntas que pairaram nas mentes dos
membros da Assembleia Constituinte de 1987. Porém, a brilhante posição adotada
por aqueles homens e mulheres, que tiveram nas mãos a responsabilidade de criar
a Nova Lei Maior, nos leva a crer que o sentimento à época pode, perfeitamente,
ser traduzido por tais indagações.
Um país que acabava de sair de um longo período de
repressão aos direitos mais fundamentais de expressão, sem democracia, onde quem
expressava ser contra o regime era brutalmente vilipendiado, necessitava
urgentemente se recompor e fechar as cicatrizes de tantas atrocidades. Nesse
cenário e ainda embalada pelo movimento Diretas
Já, foi instituída a Assembleia Nacional Constituinte, que assim,
conclamava todo o povo brasileiro a participar desse fato inédito da História
Brasileira.
Conclamar a população, por si só, seria inócuo se não
fossem criados canais de comunicação que permitissem a efetiva participação
popular. Surgia, então, a “Carta ao País
dos Sonhos”, que consistia em formulários colocados à disposição nas
agências dos Correios, dando oportunidade a quem não tinha condições de se
juntar às inúmeras comitivas com destino à Brasília, para também expressar suas
ideias, sugestões e, assim, seus sonhos.
De todos os cantos do país foram chegando à Brasília, as
sugestões que embasaram a nossa Constituição atual nas áreas de saúde, reforma
agrária, combate à corrupção, direito da mulher, do indígena, educação, além
de, primordialmente, exigir que se fizesse garantir todos direitos usurpados
pelo já mencionado período ditatorial.
Cada carta trazia não somente sugestões, mas
principalmente o sonho de se criar um país melhor, mais digno e democrático
para si e também para as gerações futuras. Hoje, quase 30 anos depois, aqueles
remetentes podem observar o fato sob duas óticas: a inicial, que definiria o
país idealizado; e a outra, a diferença consistente entre estes e aqueles dias,
as conquistas e tudo o há de se conquistar para alcançarmos, de fato, uma “Constituição
Cidadã”, e para que o Brasil possa cumprir o seu destino: “Ser o país do
futuro!”.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Discurso sobre a homofobia
Trabalho proposto pela disciplina de Português Jurídico, após aula ministrada sobre Oratória. Fomos divididos em duplas e indicados os diversos temas às duplas. Texto de minha autoria, para ser lido, em discurso, pela dupla. Pena que o outro colega faltou...
Diz o Princípio
da Isonomia: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer
natureza (...)”.
O Princípio
da Dignidade da Pessoa Humana se fundamenta na seguinte ideia: “A pessoa humana
é um fim em si mesmo, não podendo ser instrumentalizada ou descartada em função
das características que lhe conferem individualidade e imprimem sua dinâmica
pessoal”.
Como
homens, até podemos ter diferentes ideias sobre heterossexuais, homossexuais,
bissexuais, transexuais ou pansexuais; sobre o gênero feminino ou masculino;
sobre negros e brancos, amarelos ou vermelhos; porém, como acadêmicos de
Direito e futuros defensores da liberdade, da igualdade e principalmente da
justiça, não podemos coadunar com qualquer tipo de discriminação, inclua-se aí
a homofobia.
A
homofobia é caracterizada pelo medo e desprezo que alguns indivíduos sentem pelos
homossexuais. É termo usado para descrever uma repulsa face às relações
afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Mas, qual a origem desse medo?
O medo vem do preconceito de não se conhecer a realidade daquele que está
inserido nesse contexto, ou ainda, no sentido mais profundo da palavra, decorre
também, do medo de se tornar homossexual.
Qualquer
um tem direito de ter medo, além de não querer conhecer da realidade do outro,
mas discriminar o outro por sua condição homossexual configura a homofobia, é o
próprio ato homofóbico. Você tem medo do quê?
São
definidos como atos homofóbicos: a injúria, a difamação, gestos e mímicas
obscenas, antipatia, ironia, sarcasmo, insinuações e qualquer outra forma de se
criticar e banalizar o homossexual; o que fere os princípios acima elencados. A
prática de tais atos é tão desprezível que uma pessoa sozinha não tem coragem
de executá-los, mesmo que a vítima esteja também desacompanhada, ou seja,
precisa de um amparo, alguém com quem se possa dividir a culpa, fazer parte do
grupo.
A homofobia
poderia ser aceitável há vinte, trinta ou quarenta anos, quando sequer o termo
ainda existia, período esse dominado pelo machismo na sociedade. Sabe-se que o
machismo é a ideologia que defende a supremacia do homem, a atitude de
dominação do homem em relação à mulher, não aceitando a igualdade de direitos.
Tomamos
aqui, a ousadia, de estender a idéia de machismo, também, à dominação em
relação a outros homens, seres humanos, pois foi, ou ainda o é, da natureza dos
nascidos do sexo masculino.
Muitas
foram as atrocidades que ocorreram na humanidade, exatamente por causa do
desrespeito e o desprezo pelos direitos humanos, tendo como marco a 2ª Guerra
Mundial, tanto que três anos mais tarde, no dia 10 de dezembro de 1948, as nações
decidem firmar a “Declaração Universal
dos Direitos Humanos”, baseada também na igualdade, liberdade e
fraternidade.
A “Declaração Universal dos Direitos Humanos”,
contudo, não teve o condão de mudar por completo o pensamento humano, mas como
Carta Internacional de Intenções, deu o primeiro passo para que as gerações
seguintes fossem percebendo a importância dos direitos da pessoa humana.
Voltando
o foco para aquelas pessoas que são vítimas da homofobia, lembramos aos caros
concidadãos as agruras por que passam tais indivíduos. O preconceito só faz
afastar as pessoas e impedir que elas desenvolvam plenamente suas habilidades.
Há estudos que afirmam que muitos que sofrem desse tipo de preconceito são mais
propensos à depressão, pensam ou já pensaram em cometer suicídio. Outros,
ainda, se retraem e passam a assumir uma outra posição, negam a si mesmo e
constroem toda uma vida de fachada, casam-se, têm filhos, só para se livrarem
do preconceito, isso quando não acabam vivendo uma vida dupla. Afinal, a nossa
sociedade, hipócrita não apenas neste aspecto, tem mais tolerância para com
estes do que com aqueles.
Poderíamos,
finalmente, elencar tantos outros motivos e princípios para, a partir deste
momento, integrarmos não o rol de simpatizantes da causa, mas daqueles que,
sobretudo, defendem a justiça. Terminamos, então, a nossa fala com o maior de
todos os princípios, preconizado por um homem que não olhava a exterioridade de
seu semelhante, mas sim o seu coração: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Sr. Jorge Nelson
Queria poder estar no Rio para abraçar minhas irmãs e irmãos nesses dias. Infelizmente, não pude, pelo caminho de vida que segui. Este ano de 2011 tem sido mesmo difícil, já duas pessoas que se foram, primeiro minha avó e agora meu padrasto (pai), e eu a mais de dois mil quilômetros de distância.
Então, dedico aos meus irmãos e irmãs, o título deste post e a canção abaixo que acabei ouvindo no dia. A música da Marisa fala sobre o Profeta Gentileza, que eu conheci bem de perto, e via, quase todos os dias quando saía cedo para o trabalho. Fala também sobre a passagem das pessoas por esta terra, o que elas fazem, o que deixam para o mundo, e que nem sempre as outras pessoas notam ou reconhecem.
Duas coisas, eu gostaria de dizer a vocês neste momento, me arrependo enormemente de não ter aprendido sobre mecânica de autos com o sr. Jorge Nelson (nosso pai); e também, que hoje, quase 35 anos depois, aprendi que Pai é aquel que cria, lição que Deus já me dava desde a mais tenra idade.
Um grande beijo no coração de vocês, e que essas palavras possam suprir, em parte, a minha ausência. Vocês moram no meu coração, sempre.
Então, dedico aos meus irmãos e irmãs, o título deste post e a canção abaixo que acabei ouvindo no dia. A música da Marisa fala sobre o Profeta Gentileza, que eu conheci bem de perto, e via, quase todos os dias quando saía cedo para o trabalho. Fala também sobre a passagem das pessoas por esta terra, o que elas fazem, o que deixam para o mundo, e que nem sempre as outras pessoas notam ou reconhecem.
Duas coisas, eu gostaria de dizer a vocês neste momento, me arrependo enormemente de não ter aprendido sobre mecânica de autos com o sr. Jorge Nelson (nosso pai); e também, que hoje, quase 35 anos depois, aprendi que Pai é aquel que cria, lição que Deus já me dava desde a mais tenra idade.
Um grande beijo no coração de vocês, e que essas palavras possam suprir, em parte, a minha ausência. Vocês moram no meu coração, sempre.
Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta
Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca
Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza
Por isso eu pergunto
À você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria?
O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o Profeta
08/10/2011.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Onde a coisa vai parar?
Ainda no contexto da mensagem (World's) Talking about a revolution, publicado no dia 15/10/2011. Duas semanas antes, ainda no início desses movimentos, nosso professor de economia chegou com dois textos para que debatêssemos, ambos, e daí escrevêssemos um outro. Os textos falavam, um sobre o Capitalismo e o outro sobre Socialismo.
Resolvi publicar o que eu escrevi, até porque, havia postado sobre a música da Tracy Chapman (Talking About a Revolution), que de certa forma entitulou a minha postagem do dia 15.
"Diante da leitura dos dois textos propostos, depara-se com uma outra questão, que pode até gerar incerteza frente ao futuro que se descortina, fruto dos fatos presentes: 'Onde a coisa vai parar?'.
Capitalismo, selvagem ou não, Marxismo ou Socialismo, também, radical ou não. Qual sistema econômico é o melhor para o mundo? Devido a tantas teses e estudos, vários são os entendimentos, todos, porém, têm como cerne o dinheiro, que faz tudo isso girar. Já dizia Jesus Cristo que o dinheiro é a raiz de todos os males, além de que, quando questionado sobre tributos, disse: "Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".
O Mestre não quiz dizer que o dinheiro é ruim, e evidenciando, também, que o dinheiro está no centro de tudo e de certa forma, foi a maneira que o homem inventou e também aprendeu a conviver. O que é realmente vil é o modo como cada ser, cada sociedade, encara o dinheiro, daí que são geradas todas as injustiças.
O Capitalimo, seguindo a mesma linha de pensamento não é ruim, pois habilita as pessoas a gerarem bens e serviços, conforto e satisfação. Esse sistema proporcionou, através dos tempos, uma infraestrutura melhorada, que consequentemente eliminou doenças auentando a longevidade das pessoas. Nesse percurso, não se deu muita atenção à questões importantes como a preservação ambiental, de onde se extrai que o modo que se encarava o sistema não era perfeito, e provavelmente nunca o será.
O que está errado na Capitalismo é a exploração do homem pelo próprio homem, o desperdício e por fim a grande especulação, que tira o dinheiro dos bolsos de uns para encher o de outros poucos, o que vem se demonstrando nos periódicos cíclicos de crise e abastança.
Só encontraremos o modelo ideal quando passarmos a olhar mais para o outro e para o meio ambiente em que vivemos. Enquanto estivermos consumindo por dois ou três ao invés de somente para um, não sairemos do lugar. Pois o que faz o homem, é incessantemente e inconscientemente, escapar do castigo eterno que é "comer do suor do teu rosto", agindo como se quisesse comer do "suor do rosto dos outros".
Resolvi publicar o que eu escrevi, até porque, havia postado sobre a música da Tracy Chapman (Talking About a Revolution), que de certa forma entitulou a minha postagem do dia 15.
"Diante da leitura dos dois textos propostos, depara-se com uma outra questão, que pode até gerar incerteza frente ao futuro que se descortina, fruto dos fatos presentes: 'Onde a coisa vai parar?'.
Capitalismo, selvagem ou não, Marxismo ou Socialismo, também, radical ou não. Qual sistema econômico é o melhor para o mundo? Devido a tantas teses e estudos, vários são os entendimentos, todos, porém, têm como cerne o dinheiro, que faz tudo isso girar. Já dizia Jesus Cristo que o dinheiro é a raiz de todos os males, além de que, quando questionado sobre tributos, disse: "Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".
O Mestre não quiz dizer que o dinheiro é ruim, e evidenciando, também, que o dinheiro está no centro de tudo e de certa forma, foi a maneira que o homem inventou e também aprendeu a conviver. O que é realmente vil é o modo como cada ser, cada sociedade, encara o dinheiro, daí que são geradas todas as injustiças.
O Capitalimo, seguindo a mesma linha de pensamento não é ruim, pois habilita as pessoas a gerarem bens e serviços, conforto e satisfação. Esse sistema proporcionou, através dos tempos, uma infraestrutura melhorada, que consequentemente eliminou doenças auentando a longevidade das pessoas. Nesse percurso, não se deu muita atenção à questões importantes como a preservação ambiental, de onde se extrai que o modo que se encarava o sistema não era perfeito, e provavelmente nunca o será.
O que está errado na Capitalismo é a exploração do homem pelo próprio homem, o desperdício e por fim a grande especulação, que tira o dinheiro dos bolsos de uns para encher o de outros poucos, o que vem se demonstrando nos periódicos cíclicos de crise e abastança.
Só encontraremos o modelo ideal quando passarmos a olhar mais para o outro e para o meio ambiente em que vivemos. Enquanto estivermos consumindo por dois ou três ao invés de somente para um, não sairemos do lugar. Pois o que faz o homem, é incessantemente e inconscientemente, escapar do castigo eterno que é "comer do suor do teu rosto", agindo como se quisesse comer do "suor do rosto dos outros".
Assinar:
Postagens (Atom)
