quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Às vezes o silêncio é a melhor resposta ...

... mas nem sempre se coaduna com o meu estilo. Portanto, deixo registrado meu pensamento neste momento.

Quando, na semana passada, recebi a avaliação sobre um trabalho proposto pela disciplina de Português Jurídico, cheguei a hesitar em publicá-lo no meu blog. Isso porque o conteúdo, ainda, consegue gerar polêmicas. Porém, como tenho publicado todos os textos, resolvi que este não poderia ficar de fora, até porque se ficasse, estaria tratando o próprio texto com desdém.

Diga-se de passagem que o referido texto era para ser escrito por duas pessoas, e assim, apresentado por essas mesmas pessoas. Como disse anteriormente, o assunto é polêmico, e já no nascedouro tive problemas com ele. O colega, selecionado pela professora para compor a dupla, na última hora não apareceu, assim tive que apresentar o texto sozinho.

De certa forma achei justo apresentar sozinho, pois o colega sequer ajudou a compor o texto. Pense num texto que deu trabalho em escrever. Foi necessária uma pesquisa, que se deu principalmente através da internet, e nem tudo que ali está escrito foi fundamentado de acordo com a própria convicção.

Texto difícil, inda mais para um acadêmico de direito, que aspira ser sobretudo um defensor da justiça, esta que está em patamar superior ao daquele, sendo o direito apenas um instrumento para que a justiça consiga cumprir seu papel.

Mas, voltando ao texto e à minha inquietação. Tendo publicado o texto, com um misto de coragem e medo de algum comentário que pudesse vir, pensei que quem lesse pudesse apreciá-lo apenas como um trabalho acadêmico, que foi.

Surpreendi-me, portanto, com algum comentário recebido, pessoalmente, e não através do canal por onde foi publicado, no post no blog. Confesso que se recebesse o comentário por aqui, me deixaria menos irritado. O que fazer? Dei a cara a tapa, mesmo me cercando de cuidados para não me enveredar por caminhos desconhecidos e que puderiam gerar uma polêmica particular.

Falo do post Discurso sobre a homofobia.

Agradeço a quem leu... agradeço a quem se absteve de comentar... agradeço, também, a quem comentou...

Retomando o título desse post, verifico que o silêncio não é a melhor resposta. Talvez, melhor fosse que eu tivesse levantado minha voz no exato momento em que a prezada docente da disciplina de Português Jurídico impôs o tema... por outro lado, pensando melhor, o silêncio foi salutar, pois teria como objeto de esuto assuntos mais do que batidos, como homicídio, tráfico de drogas, estupro... caminhos que, graças a Deus, também são desconhecidos a mim.

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