"Exercer cargos executivos no Brasil não é uma questão de sorte, e sim uma questão de luta, persistência e quebra de paradigmas.
Há menos de um século, poucas pessoas tinham o privilégio de cursar uma escola e quiçá entrar na faculdade. Havia uma espécie de destino pré-estabelecido para cada indivíduo, que tinha início com a sorte do nascimento de cada um. Os bem-nascidos, filhos de coronéis ou grandes latifundiários, eram enviados para a capital de onde um dia voltariam como doutores médicos ou doutores advogados. Por outro lado, os não bem-nascidos eram predestinados a serem serviçais, sem estudos e seres humanos de classe inferior.
Por volta dos anos 60 ou 70, esse pensamento começou a mudar e as pessoas quebraram paradigmas, se livrando do aspecto sorte. Aqueles que detinham pouco poder aquisitivo entenderam que através da educação e do conhecimento poderiam melhorar suas vidas e acabar de uma vez com o destino imutável. Já, os que detinham o poder econômico cruzaram, também, a barreira do doutor-medico-ou-doutor-advogado e assim iniciou-se o desenvolvimento, levando principalmente em conta a vocação e o que realmente gostavam de fazer. E, por gostarem tanto do que fazem, alguns acabam dedicando suas vidas e assim contagiam muitas outras pessoas, tornando-se espécies de mentores em suas áreas.
Tais atitudes tiraram o país da estagnação em que se encontrava nos anos pós-ditadura, e hoje, quase trinta anos depois, começamos a colher os frutos dessa mudança de pensamento. Espera-se dos executivos de hoje, a constante quebra de paradigmas e mudança de pensamento, pois ainda há muito o que se fazer, inda mais diante da nova realidade que é a urgente preservação ambiental. Assim continuaremos lutando e não lançando nosso futuro à própria sorte."
Texto da minha prova vestibular para a faculdade de Ciências Contábeis, feita no dia 13 de dezembro de 2009, para a FADES. Nunca pensei que fosse tão complicado fazer uma redação. Apesar de achar que o texto tenha ficado bom, posso ter fugido do tema. Bom, espero ser aprovado.