quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Até quando teremos que viver essas coisas?

Desde o primeiro dia de chuvas e desmoronamentos na região serrana do Rio de Janeiro, tenho assistido a quase todos os noticiários, acompanhado o sofrimento daqueles que perderam sua coisas, suas casas, seus familiares, suas vidas.

Cada dia é uma nova fase. Primeiro veio a fase mais difícil que foi a do soterramento de parte desses municípios, depois vieram os resgates, o sofrimento das vítimas, o acolhimento dos desabrigados, as doações de todo o país e finalmente, a triste notícia de que doenças poderão vir, a lama que está se transformando em poeira, além da hipotese de que poderá haver corpos de vítimas que nunca serão resgatados.

Hoje, quarta-feira, 19 de janeiro de 2011, o número de mortos já passa de 700, 704 para ser mais preciso agora às 23:52h. Certamente, cada família, perdeu pelo menos um de seus membros. É uma tristeza ver isso acontecendo. Parece que o mundo acabou para essas cidades e para essas pessoas.

Não há como não se emocionar diante de tanto sofrimento. Durante esses dias, cada pessoa resgatada com vida encheu nosso coração de felicidade: O menino e o pai resgatados juntos; o rapaz que suportou um peso de entulho de quatro metros em suas costas; e sem dúvida, o resgate de uma senhora salva pelos vizinhos com uma corda, que dias antes, sequer estava lá. Postarei aqui algumas frases retirada do Globo News Especial.

Vítimas:
"(...) a gente fica triste porque não sabe quando vai ter uma casa novamente."

"(...) as casas caídas, tem uma casa que caiu a casa todinha, tá uma calamidade senhor!"

"Como é que eu tô viva eu não sei. Agora como é que eu vou comprar tudo de eu não sei também. Não tenho condiçõs."

"(...) Oh, aqui tá pelo pescoço, lá dentro tá pior ainda."

Técnicos:
"(...) o que estamos colhendo com as mudanças climáticas (...) é que temos que fazer estudos também sobre o impacto do ambiente sobre o meio ambiente (...)"

"(...) hoje o que a gente vive é injusto de todos os pontos de vista, o país não é tão pobre assim, o país não é carente de recursos técnicos, não é carente de acesso a recursos tecnológicos, então, por que vivemos isso?"

"(...) não tem nada de aquecimento global, não tem nada de chuvas anômalas, todos nós sabemos desde que os índios chegaram aqui nesse lugar aqui, que se chove a bessa no verão. (...) Em 29 tivemos uma cheia tremenda aqui no Tietê, com chuvas que hoje são difíceis de serem alcançadas nos dias atuais.

"(...) No Brasil nós não temos desastres naturais, todos os nossos desastres, todos os nossos problemas tem a mão do homem induzindo ou potencializando problemas de origem natural."

"Não existe razão para que no Brasil vidas sejam perdidas devio a fenômenos meteorológicos."

"(...) dizer que alguém está seguro seria apostar a minha vida nisso, e é uma coisa que eu não faço."

Peço a Deus que dê paz a todas as famílias que estão passando por este problemão, muito difícil de se enfrentar, do qual essas pessoas jamais se esquecerão.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Começou o BBB

Mais uma vez, começou o Big Brother Brasil. Este ano o 11. O apresentador Pedro Bial até brincou com o fato da edição ter começado no dia 11/01/11, pior seria se tivesse iniciado em 11/11/11.

Bom, mas dessa vez, ainda bem que eu não assinei. Depois de me sentir ludibriado desde a edição em que o vencedor foi o Alemão. De lá pra cá, assinei ao BBB do Rafael, do Max e finalmente do Dourado, por quem eu não torcia. Já havia decidido não assinar mais com a vitória do Max, mas como minha sogra pediu, assinamos a do ano passado.

Prefiro assistir aos vts levados ao ar do que ter o sinal aberto 24h e acabar zangado.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Experimentos de Final de Ano (I)

Nunca pensei em postar uma receita. Mas, ficou tão bom que aí vai.

Em jantar anual de comemoração pelo nosso aniversário de casamento (23/12), minha esposa e eu recebemos familiares e amigos.

Esse ano de 2010 foi diferente pois algumas pessoas, por problemas pessoais, não puderam estar presentes. E, pela primeira vez, passamos o Natal com a avó paterna de minha esposa. Daí, antecipamos a ceia de Natal, para os familiares mais próximos (irmãs e cunhados).

Além das comidas básicas de natal, tentamos um tender de presunto e não aquele tender comprado pronto, foi bem mais barato e ficou muito bom. Aí vai:

Ingredientes:
01 presunto perdigão de mais ou menos 3k
01 pacotinho de cravo da índia
02 l de coca-cola


Modo de preparo:
  • Faça cortes diagonais em todo o presunto;
  • Enfie os cravos nas interseções dos cortes em uma parte do presunto;
  • Coloque em um recipiente, depois coloque a coca-cola e deixe de molho, dentro da geladeira por três dias;
  • Vire o presunto duas vezes por dia para que a coca-cola penetre bem no presunto;
  • No quarto dia, retire o presunto e enrole com papel alumínio e asse por 45 minutos;
  • Enquanto isso, leve a coca-cola ao fogo e deixe reduzir pela metade;
  • Abra o presunto após os 45 minutos, regue com a coca-cola e coloque para dourar;
  • Retire do forno, coloque em uma travessa, fatie em fatias bem finas;
  • Regue com o caldo e sirva;
Até 30 porções

A receita foi tirada do site http://www.tudogostoso.com.br/. Não segui a risca a receita, até porque havia umas quinze pessoas somente, então reduzi o tamanho do presunto e a quantidade de coca-cola. Além disso, pela pressa, deixei apenas um dia na geladeira.

sábado, 8 de janeiro de 2011

O dilema do besouro

Nos últimos dois dias, tenho pensado em escrever algum comentário sobre o americano com voz de radialista, que teve um vídeo publicado no you tube, e que durante muito tempo viveu nas ruas depois de se entregar ao vício.

Anteontem à noite, quando saí de casa para ir ao jantar de comemoração de 4 anos de casamento de minha cunhada, vi um besouro no chão, de pernas para o ar, tentando, sem sucesso, virar e se por de pé. Pensei em ajudá-lo, fui virei o besouro e segui para o jantar.

Cheguei em casa, um pouco antes da meia-noite, e nem sinal do besouro, eu já nem me lembrava mais dele, apenas da história do radialista errante, que finalmente encontrara sua vida de volta, no cruzamento de uma estrada nos EUA, quando alguém deu importância à sua agonia.

Ontem antes de sair pela manhã, praticamente no mesmo lugar, se encontrava o besouro (ou outro), na mesma posição, pernas vibrantes para o ar, tentando voltar à posição normal. Novamente desvirei o besouro. Daí, caiu a ficha... pensei: "vou escrever sobre o radialista usando o tema do besouro".

Já li em algum lugar que os besouros podem ser considerados os "animais" mais fortes do mundo, pois conseguem suportar enorme peso em suas costas. Mas o que acontece quando eles caem de costas e não conseguem voltar à posição normal? Agora, pensando aqui, será que o meu caro besouro estava já em seu leito de morte? Não, não devia ser. Acho que acontece o seguinte: os besouros voam e quando batem em algum obstáculo acabam por cair de pernas para o ar.

Assim como o besouro o radialista americano caiu em desgraça, tendo o seu mundo virado de pernas para o ar, perdeu tudo, inclusive a dignidade, quando se entregou ao vício (conforme o divulgado na imprensa), inda mais na América, que o termo "loser" é tão fortemente usado.

Lá estava então o radialista, que já era um sem-teto, com a brilhante ideia de (também movimentar as perninhas) expor sua vida em cartaz e ir para um cruzamento mostrar aos passantes o seu "God's gift" (dom de Deus). Não há como não se sensibilizar... ainda mais hoje com a internet que o campo se torna mais amplo.

Em pouco tempo o radialista já estava com outra fisionomia e sendo chamado para trabalhar em rádios e até como locutor esportivo. Que Deus o abençõe. Assim como ele e o besouro, todo mundo merece uma nova chance de voar e ser feliz.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

"A televisão me deixou burro muito burro demais"

Mais uma vez, resolvo postar um comentário sobre coisas que nós assistimos na TV. Como sou um grande telespectador, acredito que tenho este direito. Desta vez, mais uma crítica às novelas das nove (que antes eram das oito).

O Brasil tem assistido à novela Passione, afinal, para o telespectador comum, que não tem condições de ter uma TV por assinatura, onde há mais diversificação de programação, fica difícil de não assistir.

Esta novela, ultimamente, tem tirado a minha paciência. E enchi o saco quando mataram o Totó. Primeiro, que acho uma afronta à sociedade, mostrar em rede nacional tal trama, de uma mulher planejando o assassinato de seu marido. Não que isso não acontece, mas como já disse aqui no blog, tais programas (podem dar) dão muita idéia às mentes vazias.

Pois então, no dia em que foram ao ar as imagens com o assassinato do Totó, parei de assistir a novela.

As novelas das nove se repetem demais. Há grande semelhança entre esta novela "Passione" e a novela "Belíssima". será que o povo não repara isso. Só não sei se o autor é o mesmo, mas acho que sim. Dentre as semelhanças, destaco:

1) Antes, em Belíssima, havia uma empresa no cerne da trama, uma fábrica de lingeries, agora o que há é uma fabrica de bicicletas e outros produtos, e a briga pelo controle acionário de ambas é o mesmo.

2) Trocaram gregos por troianos, quer dizer, por italianos.

3) Havia ainda muitas mortes, que tentavam fazer com que os telespectarores ficassem divagando quem seria o assassino, em "Passione" acontece o mesmo.

4) Havia uma Bia Falcão, nesta também há, que apenas mudou-se de lado. Passou para o lado bom da força, mas sofre como uma condenada, e não sei como ainda não bateu as botas, vendo sua família ser assassinada e sua empresa sendo roubada.

5) Ah, o vilão também é apaixonado por uma das mocinhas.

Fiquei sabendo, pelos sites, da própria Globo, que o tal Totó vai reaparecer. Quer dizer não morreu e tudo foi uma armação. Toda aquela palhaçada, cena mal filmada, de luta corporal, onde o suposto ladrão fica sem a arma e o bebezão de quase trinta anos, filho do Totó, fica na escada pedindo para a mulher do Totó atirar... SIMPLESMENTE PATÉTICO... o mais normal seria ele ter corrido e juntamente com o pai terem imobilizado o ladrão. Claro, NÃO SE DEVE REAGIR A ASSALTOS. E, isso eu deixo aqui como conselho.

Enfim, as últimas novelas do horário nobre da tv brasileira, tem sido uma verdadeira receita pronta, onde os autores vivem se repetindo, colocando os mesmos tipinhos, os mesmos casinhos, os mesmos paninhos de fundo, batido tudo no liquidificador e jogado na tela. E nós vamos assistindo, enquanto isso, o tempo passa...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Assalto a Banco na Argentina: Já vimos esse filme

Desde a época em que era dono de uma videolocadora, já não sou mais, fechei pelas contingências do mercado durante o grande boom da pirataria, que penso que muitos filmes influenciam os pensamentos das pessoas, assim como novelas e outros tantos.

O caso do assalto ao banco na Argentina, durante a passagem de ano novo (2010/2011), por exemplo, me chamou a atenção. Um grupo de ladrões depois de alugar um imóvel próximo ao prédio da agência bancária, e depois de algum tempo no local, trabalhando na escavação de um túnel subterrâneo, conseguiram efetuar o assalto, sem que ninguém percebesse, mesmo com os alarmes.

Há menos de dez anos, um grupo de assaltantes fez o mesmo no Brasil, se não me engano, no roubo ao prédio do Banco Central da cidade de Recife. Aqui no Brasil, também alugaram um imóvel e ficaram morando e trabalhando na escavação de um túnel subterrâneo, e depois invadiram o prédio roubando uma vultuosa soma em dinheiro.

Esse assalto ao banco na Argentina e o modus operandi, então, já não são novidade para nós brasileiros. Já vimos este filme. Porém, muito antes do assalto ao Banco Central em Recife, o mundo já havia assistido ao filme hollywoodiano, de humor negro, "Os Matadores de Velhinhas", muito engraçado por sinal. No filme, estrelado por Tom Hanks, um grupo de ladrões aluga o porão de uma viúva e constrói um túnel ligando a casa a um cassino.

Este post não tem a pretensão de dizer que as pessoas não consigam pensar por si só, se deixando levar pelos filmes que assistem, apenas analisar perfunctoriamente as coincidências. Até o dia que assaltaram o prédio do Banco Central, não me lembro de ter ouvido falar de uma maneira tão audaciosa de assaltar um banco.

Antes de terminar, quero comentar também, que até o dia em que assisti ao filme "Vida Bandida", estrelado pela atriz Cate Blanchett, nunca havia ouvido falar na extorsão mediante sequestro praticada por assaltantes de banco que "visitam" os familiares de funcionários de bancos, passando a noite com eles e praticando o assalto pela manhã.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Boas Vindas à nossa Presidenta Dilma Rousseff

Assisti hoje a gravação que programei da posse da nossa (nova) Presidenta do Brasil. Minha mente viajou vendo as imagens e foi "aterrissar" há mais de vinte anos, num comício realizado na Candelária, centro do Rio.

Aquele era o último comício da campanha à presidência, quando Lula bateu Brizola e levou para o segundo turno a eleição. Infelizmente não foi daquela vez, e Fernando Collor foi eleito. Aqueles eram anos difíceis e para mim um dos mais complicados, até porque eu já antevia o que iria me acontecer tão logo Collor tomasse posse.

Desde aquela época, já apoiava o presidente Lula, apesar de não ser partidário. Era apenas trabalhador e acreditava, mesmo, que a minha situação só melhoraria com um presidente de esquerda. Tivemos Collor, Itamar, Fernando Henrique e para compensar a espera, oito anos de Lula. Demorou, chegou e agora passou.

Não posso dizer que minha situação melhorou nestes 20 anos por causa do governo. Se eu não fosse atrás e tentasse fazer os meus próprios caminhos, talvez, estaria até em pior condição. O irônico é que quando eu mais precisava, não tinha o apoio do governo e depois, já na era FHC, quando já começava a fazer parte de outra camada da sociedade, essa não era a mais apoiada e sim a que pagava a conta.

Voltando às gravações, foi muito emocionante. Essas ocasiões são assim. Gostei muito do discurso da primeira mulher eleita presidente do Brasil, em quse todos os tópicos, inclusive, quando lembrou dos companheiros tombaram lutando contra a ditadura. Imagino se aquelas celas que "hospedaram" Dilma pudessem imaginar que ali estava aquela que iria um dia presidir o Brasil. O que teriam feito?

Tenho um grande amigo, que hoje deve ter 60 e tantos anos que diz que a minha geração não fez nada pelo Brasil. Sempre o combatia nesse pensamento, dizendo que a geração dele sofreu tanto com aqueles anos, que de certo modo nos protegeu, para que não fizéssemos o que eles fizeram, e que a nossa falta de atitude não era medo ou preguiça de mudar as coisas.

Pensando em Dilma ou em Lula e até em Fernando Henrique, acho que ninguém sonha em ser Presidente da República, sonhamos em sermos médicos, advogados, bombeiros, policiais, professores, mas não presidentes... Ser presidente acho que acontece (um pouco) por acaso.

Hoje, estou imensamente feliz por ter visto, presenciado e vivido a mudança de pensamento de nosso povo. Hoje, já não ouço tanto dizerem que os brasileiros não sabem votar, como antigamente, o que me leva a pensar que estamos em pleno processo de amadurecimento. Os brasileiros que ficaram tantos anos sem votar para presidente, agora, estão alcançando uma certa maioridade em termos de eleição. Estamos sim no rumo certo.

Gostaria, neste momento, de desejar boas vindas à nossa Presidenta Dilma e desejar a ela um bom governo. Que possa acontecer muito mais agora do que aconteceu no governo do meu Querido Presidente. Pois, ainda tenho comigo, aquela fé, aquela semente de esperança, que um dia o Brasil vai ser uma das maiores nações deste mundo, pois desde criança, lutamos por isso. E, vamos continuar lutando por dias melhores.