quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Onde a coisa vai parar?

Ainda no contexto da mensagem (World's) Talking about a revolution, publicado no dia 15/10/2011. Duas semanas antes, ainda no início desses movimentos, nosso professor de economia chegou com dois textos para que debatêssemos, ambos, e daí escrevêssemos um outro. Os textos falavam, um sobre o Capitalismo e o outro sobre Socialismo.

Resolvi publicar o que eu escrevi, até porque, havia postado sobre a música da Tracy Chapman (Talking About a Revolution), que de certa forma entitulou a minha postagem do dia 15.

"Diante da leitura dos dois textos propostos, depara-se com uma outra questão, que pode até gerar incerteza frente ao futuro que se descortina, fruto dos fatos presentes: 'Onde a coisa vai parar?'.


Capitalismo, selvagem ou não, Marxismo ou Socialismo, também, radical ou não. Qual sistema econômico é o melhor para o mundo? Devido a tantas teses e estudos, vários são os entendimentos, todos, porém, têm como cerne o dinheiro, que faz tudo isso girar. Já dizia Jesus Cristo que o dinheiro é a raiz de todos os males, além de que, quando questionado sobre tributos, disse: "Daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus".


O Mestre não quiz dizer que o dinheiro é ruim, e evidenciando, também, que o dinheiro está no centro de tudo e de certa forma, foi a maneira que o homem inventou e também aprendeu a conviver. O que é realmente vil é o modo como cada ser, cada sociedade, encara o dinheiro, daí que são geradas todas as injustiças.


O Capitalimo, seguindo a mesma linha de pensamento não é ruim, pois habilita as pessoas a gerarem bens e serviços, conforto e satisfação. Esse sistema proporcionou, através dos tempos, uma infraestrutura melhorada, que consequentemente eliminou doenças auentando a longevidade das pessoas. Nesse percurso, não se deu muita atenção à questões importantes como a preservação ambiental, de onde se extrai que o modo que se encarava o sistema não era perfeito, e provavelmente nunca o será.


O que está errado na Capitalismo é a exploração do homem pelo próprio homem, o desperdício e por fim a grande especulação, que tira o dinheiro dos bolsos de uns para encher o de outros poucos, o que vem se demonstrando nos periódicos cíclicos de crise e abastança.


Só encontraremos o modelo ideal quando passarmos a olhar mais para o outro e para o meio ambiente em que vivemos. Enquanto estivermos consumindo por dois ou três ao invés de somente para um, não sairemos do lugar. Pois o que faz o homem, é incessantemente e inconscientemente, escapar do castigo eterno que é "comer do suor do teu rosto", agindo como se quisesse comer do "suor do rosto dos outros".

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