segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

"Entradas e Bandeiras"

Tempos depois do início da colonização brasileira, chegou-se à conclusão que no país haveria riquezas minerais idênticas às que estavam sendo descobertas na América Espanhola. Daí, iniciou-se uma aventura pelo centro do território brasileiro, que impulsionado pela busca do ouro, trouxe progresso e desenvolvimento às regiões das minas, até então desconhecidas.

Faço uma analogia do início do desenvolvimento do Tocantins ao daqueles que viveram as "Entradas e Bandeiras". Há vinte e dois anos, a parte norte excluída do Estado de Goiás, onde não havia estradas, a energia eleétrica era escassa e o povo vivia isolado, era instituída como Estado do Tocantins.

O Estado abriu suas portas àqueles que, com seu conhecimento e empreededorismo, pudessem contribuir com progresso e desenvolvimento. Firmou-se uma espécie de canteiro de obras, as estradas foram pavimentadas, a energia elétrica distribuída, o preço dos alimentos foi reduzido e a cultura e o conhecimento começaram a se solidificar.

O desenvolvimento é um caminho de mão dupla, pois levar desenvolvimento à regiões que antes eram quase inóspitas significa compartilhar com seus habitantes daquilo que já foi conquistado e obter como resultado a evolução de toda a nação, sair do status de subdesenvolvimento para o de país desenvolvido.

O país já conta com técnicos para tirar o desenvolvimento do papel, não dependendo apenas do governo. Porém cabe ao governantes apoiar e direcionar os recursos, a fim de que esse desenvolvimento ocorra de forma igualitária.

Tenho certeza que o Tocantins está no caminho certo. E assim como os bandeirantes que abriram mão do litoral e das não tão bem sucedidas capitanias hereditárias, devem agir os brasileiros, proporcionando desenvolvimento, pois o bem maior está muito além do metal, reside no bem estar social e econômico de todos.

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