terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Experimentos de Final de Ano II

Eu sei que já se passaram mais de 30 dias do início deste ano. Mas, como prometi, quando postei a receita do tender, tenho que compartilhar uma outra experiência que tive no final do ano passado.

Ainda no mês de novembro, fui à agência dos correios local e perguntei sobre as cartinhas escritas para o Papai Noel. Eles me deram a informação que estavam esperando que fossem postadas e que deixariam num local reservado na agência. Aproximadamente um semana depois, quando estive na agência, avistei 4 cartinhas em um local, como me disseram,  três delas escritas por meninos e uma por menina.

Decidi pegar a carta da menina e pedi algumas orientações aos próprios funcionários do correio. Eles me disseram que eu poderia ler a carta, se não concordasse, poderia devolver, caso contrário, deveria comprar os presentes e entrega-los ali na agência, que eles se encarregariam de entregar.

Li a carta e aí veio o susto. Nunca pensei que a criança pediria ao Papai Noel mais de um presente. Mas lógico... como eu não pensei nisso antes? Claro que a criança poderia pedir mais de um presente, afinal de contas, estava escrevendo para Papai Noel. Na carta, a menina fazia pedido de presentes para ela e para seus irmãos.

Um telefone celular (da moda), para ela; Uma boneca que fala, para a irmã; e, dois carrinhos de controle remoto, para os irmãos. E agora? Comprar quatro presentes não estava bem de acordo com que eu havia pensado, ainda mais, que era pedido um celular da moda. Fiquei entre a cruz e a espada, comprava ou não os presentes? Mas, eu li a carta, não queria desapontar a menina.

Comecei a procurar na internet os bons produtos com preço em conta. Foram alguns dias tentando, tentando, até descobrir onde compraria. Presentes de qualidade. Faltavam apenas 15 dias para o natal e veio o medo, de depois de pagos, os presentes não chegarem até a data em que Papai Noel deveria estar trabalhando.

Os presentes foram chegando, um por vez, o último a boneca que fala. Comprei uma boneca que conta charadas e depois dá a resposta, acredito que bem parecida com o louro josé. O celular, não teve jeito, foi o presente mais caro, porém não foi um smartphone, foi um telefone simples, com câmera, rádio e bluetooth, pois celular que se preza hoje tem que ter bluetooth.

Dia 24, à tarde, saímos para entregar os presentes. Quando chegamos na casa das crianças foi pura emoção. As crianças ficaram empolgadíssimas e nós, muito mais, apesar daquele nozinho na garganta, por ver as condições em que moram os familiares.

Uma grande coincidência a mensagem de natal da Rede Globo ser idêntica a essa experiência pela qual passamos. Acredito que todo mundo deveria tentar fazer o mesmo, ao menos uma vez, e fazer valer a máxima bíblica de que é mais abençoado dar do que receber.

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