São dez anos. O mundo não é mais o mesmo desde aquela manhã
de setembro. Mesmo assim, ainda não entendo porque esses terroristas escolheram
uma data tão simbólica para o ataque a alvos nos Estados Unidos.
Digo simbólica porque em inglês americano o formato da data
é mês/dia, diferente do nosso formato dia/mês. Assim, se pegamos o algarismo do
mês, que eles não expressam com o zero à frente do nove, e eliminarmos a barra,
juntando os algarismos, formaremos outro número, 911, que nos Estados Unidos é usado
para emergência, algo parecido com o nosso 190.
Quatro grupos de terroristas, sabe-se lá porque, decidiram
naquela manhã, destruir quatro símbolos americanos, sem se importarem com a
quantidade de vidas que iriam afetar.
Fico pensando naquelas vidas que se perderam. Quantos sonhos
explodiram como bolas de fogo ao se chocarem nas torres, no prédio do pentágono
e também em algum lugar na Pennsilvânia. Imagino como elas, as vítimas, devem
ter se sentido. Encurraladas, sem ter o que fazer, na mão de lunáticos, que
tolamente acreditaram que estariam fazendo a vontade de algum deus.
Ainda ontem, assisti a um documentário, sobre os bombeiros
que trabalharam na operação de salvamento. Quando os primeiros caminhões de
bombeiros foram chegando ao local do World Trade Center, algumas pessoas já
haviam se jogado das torres. Um dos bombeiros disse aos prantos que pedaços de
corpos estavam pelo chão, e que ele, guiando seu caminhão não teve como
desviar...
Naquela manhã de setembro, a apenas oito dias de meu
aniversário, eu estava na faculdade. Curso que nem cheguei a completar. De lá
prá cá me casei, consegui meu atual emprego, viajamos para o Rio de Janeiro,
compramos um carro, trocamos o carro por outro, tivemos Davi e voltamos para a
faculdade. Novamente, volto a pensar naquelas pessoas que tiveram suas vidas
arrancadas... quantas coisas fantásticas deixaram de fazer... quantas coisas
deixaram de viver...
Não cheguei a ver o primeiro avião se chocando com a
primeira torre... assim que acabou a aula fui direto pra casa. Chegando lá,
fiquei sabendo e não tirei os olhos da TV, quando vimos a segunda torre sendo
atingida, ao vivo, pela Globo. Naquele momento o mundo se deu conta que era um
ataque terrorista.
No mesmo momento pensei: “Esses caras, certamente, devem ter
outro avião, indo diretamente para a Casa Branca”. Enquanto isso, dois outros
aviões seguiam um para o Pentágono... e o outro?
O outro... caiu na Pennsilvânia. Os passageiros daquele vôo
foram verdadeiros heróis... e esses sim, entregaram suas próprias para salvar a
de tantos outros. Além disso, frustraram o plano dos loucos, que não se
concretizou 100%. Fizeram o que era mais certo no momento, tentaram dominar os
seqüestradores, mas infelizmente o avião caiu. Analisando friamente, eles podem, inclusive,ter evitado uma guerra
ainda maior.
Na noite de nove de setembro, fui dar aula (de inglês), e
quando lecionamos/aprendemos inglês, não temos como não falar sobre os maiores
prédios do mundo, no caso o WTC, pelos superlativos, além de falarmos dos
vários pontos turísticos dos Estados Unidos.
Nesse dia, desenhei no quadro, duas torres, como as Twin
Towers, como eu gostava de falar, imitando eles. As torres desenhadas ficaram
ali, também como referência de data (9)11, e permaneceu até a aula do dia
seguinte. A partir dali, só nos restava o Empire State Building.
De lá pra cá Osama foi morto, Saddam foi morto, isso porém,
não fez com que o mundo ficasse mais leve. Desde setembro de 2011 vários foram
os atentados. Até mesmo hoje, ouve-se falar nos noticiários que espera-se um
atentado ainda amanhã, em Washington ou Nova York... Espero que não... Espero
que esses outros lunáticos deixem que o povo americano chore seus mortos em
paz.
Acho que historicamente, daqui alguns muitos anos poderá se
dizer que o nove de setembro será um divisor de eras. Um dia para jamais ser
esquecido. Um dia cheio de mágoa e lágrimas.
Gostaria de, aqui, humildemente, homenagear todas as pessoas
que se foram nesses atentados de 9/11 (maneira americana de escrever). As
pessoas que por qualquer razão tenham se desprendido dos prédios e voado para a
morte... Aos bombeiros que perderam suas vidas tentando resgatar as vidas de
outros. Aquelas que, tranquilamente, trabalhavam no Pentágono. As que lutaram
para tomar o controle do vôo United 93.
Não podemos nos esquecer de todas aquelas outras tantas
vidas, pelo mundo todo, que foram vítimas de tantos outros atentados terroristas.
Vítimas da intolerância. Que Deus tenha recebido essas almas em sua grande
morada.
God bless
you all! God bless America!
I’m sure the world will never forget.
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