Depois de ter escrito sobre problemas educacionais, fui pego de surpresa por um acontecimento que eu, sinceramente, não esperava (exatamente no dia em que escrevi os 2 posts anteriores).
Ao voltar para casa na noite de sábado passado, havia um grupo de pessoas conversando em frente à porta de casa, todos meus conhecidos, um deles, inclusive, foi meu aluno, quando eu ainda lecionava no colégio que comentei anteriormente.
Este ex-aluno resolveu me cumprimentar, dizendo; "Ei, professor." Eu respondi e ele acrescentou, que eu era uma pessoa legal, mas que durante o tempo em que foi meu aluno, tinha raiva de mim, por eu ter sido tão rigoroso em sala-de-aula.
O fato de ele sentir raiva de mim na sala-de-aula, me chamou a atenção e me deixou meio descontente. Pelo menos, nunca atirei nenhum apagador em aluno para que ele calasse a boca, e olha que eles faziam tudo para atrapalhar.
Depois de terminar de falar, decidiu fundamentar a "raiva". Disse meu caro ex-aluno: "Tinha raiva na hora das provas, porque o senhor ficava marcando em cima, e não nos deixava colar." Como entender uma coisa dessas? As pessoas fogem do que é o certo.
Como professor, não lembro de ter sentido raiva de nenhum dos meus alunos. Apenas uma parte deles, realmente incomodavam, por não quererem prestar atenção à aula e fazerem de tudo para atrapalhar.
É muito difícil trabalhar numa escola, com aproximadamente 600 alunos, e você saber que pelo menos uns 10% têm raiva de você.
Disse boa noite e entrei fechando a porta.
Mais um dos aspectos, que professores têm que enfrentar em seu dia-a-dia. Ainda bem que abandonei tão doce profissão, que até me dá saudades, mas quando penso no que terei que enfrentar, a falta de respeito, a saudade passa.
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